
22-07-04
Se amar-te é para sempre meu castigo,
Não pudera eu outra sorte desejar,
Com quem meus lábios foram beijar!
Não fugirei pois de tal perigo...
Longo repouso quisera eu encontrar
Mas, quis a sorte, que sem demoras
Não tivesse mais… senão que amar
O doce amor das longas horas...
Preso por aquele que meu nome ousa chamar
Não o quis mais meu coração largar,
Deixar de suspirar, pelo ignoto, até então, amor
Foi da sorte a vida fadada com tal fulgor
Que nem a morte depois da vida puderam separar
Duas almas que na eterna vida se hão-de juntar.
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