Começamos a existir Naquele Sonho que faz realidade todos os outros, derramando o Seu amor, através do amor de dois seres humanos, e, no milagre da vida, descobri-mo-nos capazes de pensar, de amar, de chorar, mas também de sorrir. Misturando este sonho, agitado pela vida, assim pensamos... e do pensar a letra se faz, e da Palavra se recomeça de novo, como na Origem.

05 março 2008

"Suportai os fardos uns dos outros"

Vale a pena colocar na nossa oração as intenções que a CECEF divulgou recentemente. Deixo o link para consulta do texto completo.

Prions pour les chrétiens issus des traditions ecclésiales remontant aux premiers siècles, comme pour les nouveaux chrétiens.
Prions pour leur unité, comme pour la nôtre.
Prions pour que dans ces lieux de tensions et de souffrance, les chrétiens et les Eglises discernent leur rôle et reçoivent la force de l’assumer.
Prions et agissons pour que la pauvreté et la désagrégation sociopolitique n’ajoutent pas de la violence à la violence.
Prions et agissons pour que la liberté de conscience et de culte soit vraiment respectée dans tous les pays.
Puisse la paix du Christ être ainsi au service de la paix dans la diversité de notre monde.
Puisse la communion de l’Eglise universelle servir un peu plus la fraternité humaine.

http://www.cef.fr/catho/espacepresse/communiques/2008/20080302passion.pdf

04 março 2008

Génesis!

«Deus disse: "Que a terra produza verdura, erva com semente, árvores frutíferas que dêem fruto sobre a terra, segundo a sua espécie e contendo semente."»
Gen 1, 11.

27 fevereiro 2008

Um brinde espirituoso ao mistério que é a vida!

No meio do Universo há estes seres animados pensantes que somos nós. Não sei se somos seres porque pensamos ou se pensamos porque somos seres. Vivemos cada dia na esperança de que não sejam apenas uma sucessão de dias, mas que contenham em si, como em germen, o sentido do definitivo e pleno Dia. Parece que em cada dia vivemos um simpósio com os nossos semelhantes. E bebemos o vinho doce da alegria e do amor, mas também o amargo que a nossa convivência por vezes nos trás. É quase que numa esponja de vinagre... No meio do mistério que é a vida, gostava de propor um brinde feito com a bebida do esforço de cada dia. E porque somos também "alma", que ele seja um brinde espirituoso, o de seres animados pensantes, que o fazem com o vinho do esforço de cada dia.

22 fevereiro 2008

Paixão por Cristo, paixão pela humanidade, vividas em comunidade

Vale a pena dar uma "vista de olhos" pelo texto integral desta mensagem da UCESM, recentemente reunida na Bélgica. Transcrevo apenas uma das muitas ideias que nos devem fazer pensar. Deixo o link.
Nós cremos que a comunidade, dom do Espírito, afirma o primado de Deus e o seu Reino, porque é o lugar do encontro com Cristo que nos escolheu e reuniu, e nos dá a graça de responder ao seu amor, vivendo uma fraternidade autêntica, alegre e legível.
Nós cremos que a comunidade é uma verdadeira escola que conduz a um processo de conversão do eu ao nós, suscitando a paixão pelo encontro e o gosto de ser feliz juntos.
Nós cremos que a comunidade é escola de relação, na qual se tecem pacientemente os laços com o outro, pondo em comum os recursos, as dificuldades e as fragilidades de cada um. A força da relação constrói comunhão e a unidade cria-se integrando as diferenças. Nós cremos que a comunidade é escola de reconciliação e perdão. [...] Nós cremos que a comunidade é escola de hospitalidade, para dar espaço a Deus e aos outros, e escutar o grito dos excluídos [...] Nós cremos que uma comunidade evangelizada é chamada a evangelizar.

20 fevereiro 2008

Dar a vida...


Somos seres animados pensantes! Escrevo-o muitas vezes por aqui. Quando uma pessoa se põe a pensar nas várias coisas da vida, nas realidades que nos envolvem, em tanta coisa... enfim, no que vai cá dentro, surgem perguntas deveras complicadas. Um dia destes voltei a pensar no ocaso da vida de uma pessoa que deu tudo pelos outros. Curiosamente essa pessoa, que viveu de uma entrega constante aos outros, sem reservas para si - afinal os outros precisavam - acabou por morrer sozinho, com os seus últimos dias semelhantes aos de um vagabundo que não tem eira nem beira. Não que não tivesse tecto. Nem que lhe faltasse comida. Mas morreu faltando-lhe talvez o essencial: o amor. O mais curioso é pensar que isto continua a acontecer muitas vezes e com muita gente. Mas concretizando, faz-me pensar muito aquilo que acontece aos padres no final das suas vidas. Um dia deixaram tudo para O seguir. E dentro das suas limitações viveram a sua vida como um verdadeiro serviço aos outros. A todos. Sem reservas. Chegada no entanto a velhice, em que o seu serviço aos outros pouco mais poderá ser do que a oração, algo a que não se tende a dar tanto valor, parece que já só empatam! São velhos. Chatos. E tantas outras coisas que não escrevo. Mas e que foi feito da alegria que deram quando se dispuseram a servir todos? Porque não acolhem agora os seus irmãos aquele que viveu para eles? Viveram uma vida para todos, sem nenhuma exclusividade para quem fosse. E agora quem os ampara? O bom Deus certamente. Mas humanamente é um exemplo de como somos também consumistas. Falamos das famílias que não acolhem os seus idosos, e muito menos se preocupam com eles. E esta grande família dos irmãos de Jesus? O que faz aos que se lhe entregaram? Vale a pena pensar...

10 fevereiro 2008

Um retiro...

Começar a quaresma é sempre oportunidade de rever metas e caminhos, refrescar objectivos... numa palavra: conversão!!! Os primeiros dias foram oportunidade para um retiro do quotidiano, para entrar dentro de um eu humano que tantas vezes anda esquecido. De facto quantas vezes se esquece que no comboio da vida não estamos sós... nem somos chamados a viver como solitários. Ocorre-me uma frase que resumiria estes dias: acreditar no amor e viver a salvação como amor!

29 janeiro 2008

Uma página de um diário...

Partilho-a convosco.
Se tivesse que percorrer na minha memória o pensamento mais luminoso que me envolve, ele seria hoje o mais tenebroso. Isto falando humanamente. Deixo de lado Aquele que hoje não quer nada comigo. E também lembrando outro alguém que não quer ser lembrado. Hoje alguém se cruzou comigo, e embora tenha ido embora, ficou, como sempre, dentro do meu coração. Pela atitude demonstrada percebi rejeição. Percebi, porque Deus me fez perceber assim. Às vezes pergunto-me porque terá Ele permitido tal situação. Sempre a velha e acertada, por vezes, resposta da liberdade. Mas e onde a liberdade não age?! Onde nos vemos condicionados por uma mera convivência com algo que somos nós, mas que não queremos... ai, onde está Ele? Onde está a tão proclamada liberdade?! Será que também existe? Na forma como aceitamos e vivemos as coisas, respondeu-me um dia uma amiga. Até concordo. Mas aí não é plena essa liberdade... Hoje pergunto uma vez mais a um Deus, que sei que me escuta, onde está a minha felicidade? Perante o sofrimento todas as ideias que temos se transformam. Porque nada nos afecta mais interiormente do que o sofrimento... Mesmo psicológico... diria sobretudo esse. Hoje, no final de mais um dia, sinto-me ferido de morte... capaz de encher imensos caixões com os restos mortais de algo que antes preferia que não voltasse à vida... As palavras são como espadas. Mal usadas podem ferir gravemente. Sem serem utilizadas possuem a capacidade de serem mesmo letais... Que estranha esta condição humana que nos faz sentir tão impotentes. Se pudesse criar de novo o Homem, havia de o criar sem angustias existênciais, nem problemas para resolver. Talvez lhe retirasse também a capacidade de amar quem não deve. Porque não criar um Homem que em si mesmo fosse plenitude e nada exterior lhe provocasse desejo?! Na noite, nesta lua e naquelas estrelas vejo o brilho de olhos que choraram. Na chuva que cai, as lágrimas inutilmente derramadas. Na sombra o rosto dela, o rosto daquela que me faz sentir tão pequeno, que o mais pequeno me parece maior... Enquanto girar a terra, há-de continuar a bater o meu coração por ela. Eu serei a terra, de quem ela é o sol...
Anónimo

24 janeiro 2008

Uma questão oportuna...

Onde encontrar Deus?! Onde o procurar?! Porquê?! Gostava de ter "eco" sobre estas perguntas...

09 janeiro 2008

Um rosto de Jesus Cristo hoje

O Rosto d’Ele na actualidade vai mais além do pequeno rosto de criança com que O imaginamos no presépio. Um pequeno bebé de origem judia, semita, não o de uma criança branca, como habitualmente o representamos. Mas naturalmente o Seu rosto é sempre sereno e a sua figura de uma beleza inconfundível. Isto deve-se ao facto de que já na filosofia platónica um dos transcendentais era a Beleza, que se identifica com o divino, e obviamente, para nós com Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo. Representar o Filho, Jesus Cristo, com uma beleza cativante é sempre um acto de reconhecimento da Sua divindade.
“Na plenitude dos tempos, aprouve a Deus […] enviar o Seu Filho para nos tornar participantes da natureza divina”, por isso fez-Se homem, como os homens, assumiu na Sua divindade a nossa humanidade. Baixou à nossa condição finita, para nos abrir “a porta” para a Sua transcendência. Da Sua vida mortal recordamos sempre que passou fazendo o bem, socorrendo todos os que necessitavam, curando todas as enfermidades, do corpo e do espírito. Antes de sofrer a morte por nós, para nos restituir à vida divina, pois é, com efeito, na Sua Morte e Ressurreição que nos introduz na vida divina, fez-Se alimento por nós. Quis permanecer na espécie do Pão e do Vinho, na Eucaristia, que deixou aos Seus com o mandato de a celebrarem em Sua memória. Não deixou grandes exigências, pediu apenas que como Ele fez, fizéssemos também. O testemunho com que hão-de reconhecer que O seguimos é o amor que temos uns para com os outros, amando-nos como Ele nos amou. “E sabemos que O amamos se nos amamos uns aos outros”.
O dar a vida por todos e cada um de nós constitui o centro de toda a jornada de Jesus Cristo no meio de nós. Centro pela importância inigualável de um Deus, o Único Deus, que não bastando ainda a humilhação de Se fazer da mesma condição, aceita dar a Sua vida para nos libertar das nossas imperfeições, para mostrar a certeza de que a vida eterna começa já. Se o rosto de um Cristo que sofreu por nós, derramando o Seu sangue até à ultima gota nos impressiona, mais nos faz pensar a realidade gloriosa da Sua Ressurreição. Ressurreição que é para nós garantia da nossa mesma ressurreição, certeza da vida eterna, do amor de Deus para connosco, mas à qual acedemos apenas pela fé. Cristo Ressuscitado passou pela Cruz, pela Morte, mas venceu. A Sua vitória é mais, é a vitória do Seu amor sobre o mal no mundo, sobre o nosso pecado, sobre a nossa infelicidade. A claridade e o brilho do Seu rosto glorioso são o de Alguém que triunfa de tudo aquilo que nós sozinhos não conseguiríamos nunca vencer. O Seu esplendor passa a mostrar aquilo que nós esperávamos sem certeza, mas que n’Ele temos por certo: o viver eternamente no Amor que é Deus. Um Amor tão grande que O leva a “transbordar” ao ponto de Se entregar por cada um, pela Sua Criação. Mas o Seu rosto é já glorioso, está já liberto daquilo que é finito, é o rosto de um homem que vive já a plenitude da vida divina. É inevitável o contraste entre a Luz e as sombras. O Seu rosto é Luz e n’Ele não há trevas. Mas também o mundo e a nossa realidade desde então gozam deste início da vida eterna, deste início da Páscoa de todos e de toda a Criação.
Assim, Ele mostra-Se hoje de novo no calvário daqueles que sofrem injustiças, daqueles que não são felizes, de todos quantos cometemos faltas, de tudo o que se deixa submeter ao mal e ao pecado. Como O ignorar no preso, no doente, numa criança desprotegida, num vagabundo, num abandonado, naquele que é perseguido, em quantos são mortos sem razão, no que vive a guerra sem culpa, em tantos homens e tantas mulheres que desesperam nas suas vidas?! Ele está aí. Hoje esse é o Seu Rosto de Cristo sofredor.
Mas de tudo isto Ele triunfou, sabemos que tudo isto teve tem e terá solução em Deus. a Ressurreição de Jesus Cristo é a vitória sobre tudo isto, a prova determinante do poder de Deus sobre tudo e todos. Por isso o Seu rosto é um rosto já glorioso, que vemos mais facilmente nas situações agradáveis. Ele está ressuscitado em quantos vivem e amam a vida, em quantos são felizes, em quantos lutam pela justiça, pela verdade, dão a vida pelos seus semelhantes, em quantos salvam os que sofrem, no sorriso das crianças, mas também nas lágrimas de felicidade dos adultos... a Sua ressurreição abriu caminho a tudo isto, e começou o fim de tudo o que pesa sobre nós e sobre toda a criação.
O Seu rosto é também hoje a Igreja. A Igreja continua visivelmente aquelas acções de libertação, salvação, cura, reintegração que Jesus Cristo, Ele mesmo, fez na Sua jornada terrena. Sacramentalmente está presente na Eucaristia, que a Igreja, a comunidade dos crentes, celebra, ao mesmo tempo que ela nasce continuamente da Eucaristia, pois ninguém dá o que não tem... Se tantas vezes, porque homens e mulheres de condição finita, não fazemos o que Ele fez, é aí de novo que Ele se mostra crucificado, foi por isso que Ele deu a vida...
Veio a primeira vez na humildade da natureza humana, e de novo vem em cada Homem e em cada tempo, para que de novo O acolhamos nas nossas vidas, tão realmente como na Eucaristia. Onde dois ou três continuam a rezar, Ele vem. Quando se repõe a paz, o amor e a justiça, Ele está. No mais pequeno gesto de doação, Ele dá de novo a vida.Na simplicidade de um olhar puro, mostra-Se de novo ressuscitado como depois da Páscoa aos discípulos. No amor verdadeiro com que deixamos inundar os nossos corações, Ele continua presente para sempre, e faz de nós morada de Deus. O mesmo Deus que continua a amar tanto a Sua criatura, que nunca a abandona, e continuamente a chama para que O conheça e se saiba amada por Ele.
Eis o rosto de Jesus Cristo hoje: um rosto do Deus Amor, que não pode senão amar.

19 dezembro 2007

Mensagem de Natal

É tempo de enviar e receber mensagens de Natal. Fica a minha para todos vós...


04 dezembro 2007

"Maranatha"

Procurei sentar-me e escrever qualquer coisa. Mas hoje não me saiu nada... Em todo o caso lembrei-me de ir ler alguns textos do início deste blog e decidi publicar novamente um excerto de um deles que me diz muito e que continua a transmitir o meu pensamento actual...

Luz terna suave, leva-me mais longe
E quando faltar apenas um passo para a Ti chegar
Mostra-me o Calor que aquece...
A Luz que não se apaga...
E é essa praia onde tenho de chegar
que me continua todos os dias a fazer navegar...
Na verdade, nem sempre foi como hoje que te peço
mas ao fim terei abrigo e acesso
Ao Teu porto seguro, á Tua plena luz...
Dá-me a Tua mão e não terei medo
Meus passos a andar hão-de ser firmes
se Tu me deres a mão...
Luz terna, suave no meio da noite...
Esta é a noite... Vai raiar nova madrugada...
Depois de um dia virá a noite, e da noite
virá o dia que não mais se apaga...
Na noite desta vida, com ténue luz acesa,
esperamos alegres
Maran-thá!

27 novembro 2007

Uma Imagem do Reino...


"Louvor ao nosso Deus que está sentado no trono, e ao Cordeiro. A benção, a glória, a sabedoria, a acção de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amen."

08 novembro 2007

Eu, Job, ou Job e a nossa própria existência

Que fazes, meu Deus? Acaso dormes?! Porventura não vês que se apaga a minha vida?! Acaso rejeitas aquele que se volta contra Ti? Porque me rejeitas? Porque permaneces calado? Comparece diante de mim, mostra-me as Tuas razões!
Invoco-Te e não me respondes. Procuro-Te e não apareces. Estás antes diante dos ímpios. Os caprichos deles têm o seu cumprimento. Os anseios de alguém justo não passam disso mesmo. Dás-me e tiras. Mas não é por isso que Te peço contas. Preocupa-me antes o Teu silêncio. Todos me dizem que vale mais abandonar-Te. Tudo me aconselha a que deixe de crer em Ti. Interrogam-me sobre as minhas acções. Querem ver nelas a causa da minha inquietação. Até o mais íntimo se levanta contra Ti...
Mas continuo inocente. E se de todo não o sou, eis que venho a Ti com as mãos estendidas. Eis que me coloco diante de Ti como um pano nas mãos de uma lavadeira, para que afastes de mim toda a iniquidade. Lava-me e ficarei branco.
Não poderei acaso compreender-Te? Apresenta-Te diante de mim. Dá-me as Tuas razões. Deliberemos juntos. Finalmente Te mostras. Eis que Te escuto:
“Quem te criou, ò criatura pequena?!
De onde vem tudo o que tens?
Acaso não fui Eu que infundi o Meu sopro em ti?
Porque haverias de dominar uma obra que não é tua?!
Voltas agora as tuas palavras contra Mim,
Acaso não é no Meu colo que te refugias, ò homem?
Não sou Eu que preparo tudo o que precisas?
Responde-Me agora tu, que te atreves a questionar-Me, a Mim, o Senhor do Universo!
Dá tu mesmo solução aos teus problemas,
se acaso fores capaz!
Entende tu mesmo o mundo,
se acaso estás nele sem Mim.
Rejeita agora o Meu amor como costumas fazer.
Fiz aliança contigo mas tu ousas quebrá-la.
Não és fiel, mas esqueces que Eu Sou.
Tens um coração de pedra
e queres arrancar o coração de carne que para ti criei.
Acarinho-te e tu maltratas-me.
Chamo-te mas tu não Me respondes.
Dizes que não te ouço,
mas tu é que não falas comigo,
Eu que sempre te escuto.
Que compreendes tu da tua própria vida?
Não segues os Meus caminhos.
A fonte de que bebes não é a minha.
Dei-te o mundo. Que fazes dele?
Eu, o Senhor, fiz-Me um como tu,
para te mostrar que podes ser como Eu.
Amei-te com amor eterno.
É assim que me pagas?!
Procura-Me, pois eu deixo-Me encontrar.
Encontra-Me pois tens em ti a Minha imagem.
Ama-Me porque Eu já te dei o exemplo.
Mas se mesmo assim Me rejeitares,
Eis que Me coloquei no mais íntimo de ti,
Como um mapa, para que saibas que estou no teu caminho,
Eu, o Senhor.
Eis que estou sempre contigo,
Eis que a Minha graça vale mais que a vida.”

29 outubro 2007

www.santosubitoonline.com

Diário (5)

E se quiserem um dia falar sobre mim?!

Não falem!
Prefiro antes que se calem...
Vivo como quiser
mesmo se não quanto quero fizer.

Falar já eu falei...
leiam o que escrevi!
afinal escrevi tudo quanto vi
mas não vi tudo o que vivi.

E se quiserem mesmo assim falar
procurem bem entender
aquilo que eu quis esconder
quando disse: vivi apenas para amar.

Procurem-me talvez junto de Deus
e encontrem-me nestas linhas
- e que nem estas são minhas -
pois até os que estão com Ele são Seus.

"Meu Deus tende compaixão de mim que sou pecador"

Quantas vezes rezamos como o fariseu?! "Ainda bem que não sou como os outros. Eles são.... e ... e... " Da oração do publicano poderíamos aprender a transparência de alma: é pecador, sabe-se pecador, apresenta-se perante Deus como pecador, e é por causa da sua transparência que volta para sua casa justificado. A "folha de serviço" que o publicano apresenta dos outros é a mesma que tendenciosamente fazemos daqueles que nos rodeiam. Mas quando quisermos rezar, recordava a liturgia, que é a oração do humilde que atravessa as nuvens, isto é, que chega até Deus... "O pobre clamou e o Senhor ouviu a sua voz!!!"

25 outubro 2007

Uma interrogação

Porque é que na vida temos de necessariamente ter altos e baixos? Porque é que temos de sentir a ausência das pessoas? Porque é que tudo parece, às vezes, carecer de sentido? Porquê...? Porquê...?

24 outubro 2007

E eu?

Que poeta não finge?!
Que pensador não mente?!
Nunca põe em verso quanto sente
Não usa as palavras para falar...

Disfarça... oculta... confunde
mas fala, diz o que sente.
Mente.
Não iriam compreender.
Ele entende os outros,
quem me entende a mim?

22 outubro 2007

Diário (4)

Há momentos em que a vida parece ganhar mais sentido. Outros em que a vida nos recorda o seu sentido. Talvez alguns em que não faça sentido. Todos já vivemos momentos assim... e de uma forma ou de outra, mesmo aqueles que não querem pensar n'Ele, acabam por buscar n'Ele uma razão, um refúgio, os motivos... Os últimos dias foram para mim ocasião de experimentar um pouco de cada uma destas situações... Nestes momentos há respostas que ficam por dar. Talvez tivesse sido apenas ocasião de lançar as questões. As respostas hão-de chegar... Pouco importa se mais agora, ou talvez mais logo, ou nunca, o que importa é que a vida seja um caminho para que o Reino chegue até nós.
Abre em mim a portas do Teu Reino,
rasga os portões da Tua misericórdia e do Teu amor,
molda o meu coração de pedra num coração de carne,
age em mim com o Teu coração,
então serei feliz,
pois nada há-de afastar-me de Ti...
Sim, há-de ser esse o Dia feliz,
em que serás a Paz...

15 outubro 2007

"Morro porque não morro", Teresa de Ávila

Vivo sin vivir en mí
Y tan alta vida espero
Que muero porque no muero.
Vivo ya fuera de mí
Después que muero de amor,
Porque vivo en el Señor
Que me quiso para Sí.
Cuando el corazón le di
Puso en él este letrero:
Que muero porque no muero.


Esta divina prisión
Del amor con que yo vivo
Ha hecho a Dios mi cautivo
Y libre mi corazón;
Y causa en mí tal pasión
Ver a Dios mi prisionero,
Que muero porque no muero.

¡Ay, que larga es esta vida,
Qué duros estos destierros,
cárcel y estos hierros
En que el alma esta metida!
Sólo esperar la salida
Me causa dolor tan fiero,
Que muero porque no muero.

iAy, que vida tan amarga
Do no se goza el Señor!
Porque si es dulce el amor,
No lo es la esperanza larga:
Quíteme Dios esta carga
Más pesada que el acero,
Que muero porque no muero.

Sólo con la confianza
Vivo de que he de morir,
Porque muriendo el vivir
Me asegura mi esperanza.
Muerte do el vivir se alcanza,
No te tardes, que te espero,
Que muero porque no muero.

Mira que el amor es fuerte;
Vida, no me seas molesta,
Mira que sólo te resta,
Para ganarte, perderte;
Venga ya la dulce muerte,
Venga el morir muy ligero,
Que muero porque no muero.

Aquella vida de arriba,
Que es la vida verdadera,
Hasta que esta vida muera
No se goza estando viva.
Muerte, no seas esquiva;
Viva muriendo primero,
Que muero porque no muero.

Vida, ¿que puedo yo darle
A mi Dios que vive en mí,
Si no es perderte a ti
Para mejor a El gozarle?
Quiero muriendo alcanzarle,
Pues a El solo es al que quiero.
Que muero porque no muero.