Começamos a existir Naquele Sonho que faz realidade todos os outros, derramando o Seu amor, através do amor de dois seres humanos, e, no milagre da vida, descobri-mo-nos capazes de pensar, de amar, de chorar, mas também de sorrir. Misturando este sonho, agitado pela vida, assim pensamos... e do pensar a letra se faz, e da Palavra se recomeça de novo, como na Origem.

25 outubro 2006

«Que eu veja»

Que eu veja Senhor...
No meio do meu dia,
no meio das minhas pressas.
Que eu veja na minha cegueira,
na minha debilidade,
Que eu veja...

Que veja no mais fundo de mim,
que te veja Senhor.
Que te procure e te encontre,
no meio dos meus irmãos,
Que eu veja Senhor...

Na caminhada de hoje,
na queda de ontem,
no calcorrear os caminhos amanhã,
que eu veja Senhor.

Que te saiba e sinta sempre comigo.
Que nunca me separe de Ti.
Que que veja Senhor...
Tem Piedade de mim.

23 outubro 2006

Hoje...

Cada dia é sonho e é descoberta.
É acordar e adormecer.
É sorrir mas também chorar.
É uma nova oportunidade de olhar o mundo...

15 outubro 2006

É mais fácil um camelo...

Os dias continuam a passar... várias vozes vão ecoando no fundo do meu ser... no mais fundo de mim as mesmas palavras... as mesmas intenções... o mesmo caminho... à minha volta a vida mudou... já não os mesmos amigos, já não o mesmo percurso... tudo um pouco diferente... tudo, no fundo, semelhante... a vida segue um entrelaçado, tal qual a rede de um pescador... Apetece gritar ao longe, e ouvir ao perto... volto a explicar: apetece dizer bem alto "no fim vou ser feliz", e ouvir bem junto a mim "não estás só". Efectivamente nem me sinto infeliz, nem estou só. Mas parece que é sempre esse o nosso anseio... é um caso de doença incurável este: querer ser feliz e nunca estar só.
Ao coração vêm palavras das quais os ouvidos apenas percebem o que lhes é próprio, as sensações. Mas há uma sensação mais profunda, aquela que encontra o seu órgão sensor no mais fundo de cada um, algo que é tão vital que chamamos de "coração", tal qual o nosso orgão mais importante. Mas este coração é, parece-me, diferente do músculo... no entanto ninguém deixará de lhe encontrar semelhanças, as que aliás conduziram à denominação anterior: se para de bater "morremos", a vida escapa-se-nos sem ele... "bate" mais depressa e mais devagar, ao ritmo do nosso "cansaço" emocional... por vezes parece que andamos a tentar praticar "desporto" com este coração e às vezes quem sabe se não vamos parar à "cardiologia"... deixo de tentar estabelecer agora comparações.
Como dizia há muitas coisas diferentes... a vida que também ela é mãe e mestra ("mater et magistra") vai-se encarregando de nos ensinar o que tantas vezes não queremos aprender. Seja em relação a amigos, ou a situações, envolva pessoas perfeitamente anónimas, ou talvez bem conhecidas, não digo distantes, mas talvez não tão próximas algumas. "deitar faladura"... dirá quem lê. É o que este rapaz está a fazer... Pois é precisamente o pensar que nos faz "deitar faladura"...
E porque o dia de hoje é própício para falar de camelos, é mais fácil um camelo reconhecer-se culpado de algo, do que qualquer um de nós admitir culpa seja no que for... Pode ser que seja uma mera ilusão o pensar, o sentir e talvez até o amar... mas prefiro pensar, sentir e amar do que deixar de viver, sem estar a viver... Afinal o que é "ser animado" e pensar???

04 outubro 2006

Hoje...

«O pessimista vê uma dificuldade em cada oportunidade.
O optimista vê uma oportunidade em cada dificuldade.»
Anónimo

28 setembro 2006

"Nem o nosso temor é constante, nem o nosso amor é estável"

Hoje ao ler um texto de Sto. Agostinho, apeteceu-me partilhar com quem o ler um pequeno pedaço, que me fez sentir um ser animado pensante!!!
[...] qual é o homem que pode julgar o homem? A terra está cheia de juízos temerários. Aquele de quem perdêramos toda a esperança, dum momento para o outro converte-se e torna-se o melhor de todos. Nem o nosso temor é constante, nem o nosso amor é estável.
O que é hoje cada homem, dificilmente o sabe o próprio homem. E se de algum modo sabe o que é hoje, não sabe o que será amanhã.

27 setembro 2006

Talvez...


Talvez um dia brinquemos com as palavras
Talvez um dia sonhemos com outras realidades
Ou talvez não...

Talvez um poema, ou quem sabe uma prosa
Uma prece, ou um simples pedido,
Num dia alegre ou triste...

Penso que tanto faz... Porque talvez
Nunca me esqueça de quem não se esquecer de mim
E talvez guarde dentro do meu peito recordações felizes.

Então ouvir-te-ei, não importa onde nem quando,
Mas as tuas palavras hão-de ecoar no meu coração
E TALVEZ te ensine o que é escutar.

19 setembro 2006

A minha meta... é CRISTO



Caminhar... Caminhar... Caminhar... sem nunca perder a esperança. Novas experiencias... Novas realidades... espera-me alguma coisa nova e diferente. Mas não... não mudei o rumo, como já escrevi aqui, o que tenho de novo é o jeito de caminhar...

18 setembro 2006


Meu Senhor e Meu Pai,
que eu Te conheça
e Te faça conhecer
que Te ame e Te faça amar
que Te sirva e Te faça servir
que eu Te louve
e Te faça Louvar
por todas as criaturas. Amen.

14 setembro 2006

Cada dia...É sonho, é poema...

Cada dia é sonho...É poema.
É manhã que se levanta
no acordar preguiçoso do sol,
nas densas nuvens que encanta.

É sol que brilha no horizonte.
Bem alto no alto do céu...
e brisa que acaricia a fronte.
É misto de ternura e de fúria,

Com o tempo e o vento...
que dança ora rápido, ora lento,
com frémitos de luxúria...

E é noite que depois do sol posto
nas estrelas, adormece com o teu rosto,
cada vez mais meu...

11 setembro 2006

Terrorismo...

11 de Setembro. As palavras não conseguem transmitir a dor que sentiram as pessoas que de alguma forma estiveram envolvidas pelos atentados deste dia há cinco anos atrás. Nós próprios nos sentimos constrangidos pela dilaceração que aconteceu. O Homem que mata o seu próprio irmão. Caim e Abel. E nós próprios, os nossos pequenos conflitos que ali se manifestam elevados ao cubo. No fundo, embora haja muitas maravilhas, na verdade somos cada um de nós responsáveis por uma pequena parte de terrorismo. Por certo não aquele que aconteceu há cinco anos atrás, mas por aquele que praticamos para com aqueles que nos rodeiam. Não são acções comparáveis ao terrorismo, podemos pensar, mas a verdade é que continuamente podemos correr o risco de deixar de fazer o que queríamos que nos fizessem e... praticar "terrorismo". Um terrorismo por vezes apenas por palavras, apenas por pensamento... mas já o poeta dizia que as palavras são facas, e matam mais que um punhal. É um dom a nossa vida, que devemos continuamente agradecer e preservar. A nossa e a dos outros. A nossa e a do nosso próximo. E quem é o meu próximo? Quantos aparecem na nossa vida? A quem ignoramos tantas vezes? Hoje apeteceu-me ser um ser animado (que questiona) pensante!!!!!!!!

10 setembro 2006

«Tende coragem, não temais. Aí está o Vosso Deus [...] ELE PRÓPRIO VEM SALVAR-NOS»


Passam os dias. Acho que devagar. Ou talvez depressa demais. Nem sei bem como classificar o tempo que passa. Hoje, como ontem, "Ele próprio vem salvar-nos". E nós podemos estar distraídos, ou mesmo impedidos de O ver. "Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e os mudos falem". E nós somos tantas vezes surdos à Palavra... e tantas vezes ainda mais mudos para com a mesma Palavra. Esquece-mo-nos dos outros, de nós próprios... e começamos a viver num castelo onde nem nós conseguimos entrar. Do alto dos nossos montes, onde não deixamos ninguém subir, vemos tudo, ouvimos tudo, mas não fazemos nada. Acho que amamos às vezes uma solidão solitária, onde estamos sós, mas sem estarmos. Parece uma afirmação de loucos. Mas é verdade que reconheço em mim isto mesmo. Pareço atravessar um rio e apesar do seu caudal não fico molhado. "Ele próprio VEM". Apetece-me dizer, vem... mas depressa porque estou a desanimar. Mas sei que "quando Ele vier" «o coxo saltará como o veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; a terra seca transformar-se-á em lago e a terra árida em nascentes de água.»

07 setembro 2006

Uma sms que alguém me enviou...


"A glória da amizade não é a mão estendida,
nem o sorriso carinhoso,
nem mesmo a delícia da companhia.
É a inspiração espiritual que vem quando descobrimos
que
alguém acredita e confia em nós."

Tem direitos de Autor, foi a Joana Maria que me enviou este pensamento que disse ter descoberto no Almanaque. :-)

01 setembro 2006

Irmão Roger de Taizé: Algumas palavras da carta inacadaba...

«Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz»: que paz é esta, que Deus dá?É antes de mais uma paz interior, uma paz do coração. É ela que permite lançar um olhar de esperança sobre o mundo, mesmo se ele é tantas vezes dilacerado por violências e conflitos.Esta paz de Deus é também um apoio para que possamos contribuir, muito humildemente, para a construção da paz onde ela se encontra ameaçada.A paz mundial é tão urgente para aliviar o sofrimento, em particular para que as crianças de hoje e de amanhã não conheçam a angústia e a insegurança.No seu Evangelho, numa fulgurante intuição, São João exprime quem é Deus em três palavras: «Deus é amor.» Basta compreendermos estas três palavras para podermos ir longe, muito longe.O que nos cativa nestas palavras? É encontrar nelas esta certeza luminosa: Deus não enviou Cristo à terra para condenar quem quer que seja, mas para que todo o ser humano se saiba amado e possa encontrar um caminho de comunhão com Deus.Mas por que razão há pessoas que o amor deslumbra, que se sabem amadas, realizadas? Por que razão há outras que julgam ser desprezadas?Se cada um de nós compreendesse: Deus acompanha-nos mesmo na nossa solidão mais insondável. Ele diz a cada um de nós: «És precioso aos meus olhos, eu estimo-te e amo-te.» Sim, Deus só pode dar o seu amor, aí se encontra todo o Evangelho.O que Deus nos pede e nos oferece é que recebamos a sua infinita misericórdia.Que Deus nos ama é uma realidade por vezes pouco acessível. Mas quando descobrimos que o seu amor é antes de tudo perdão, o nosso coração encontra sossego e acaba por transformar-se.Eis que nos tornamos capazes de confiar a Deus o que perturba o nosso coração: encontramos então uma fonte onde buscar nova vitalidade.Estaremos bem conscientes? Deus confia tanto em nós que dirige a cada um de nós um chamamento. O que é esse chamamento? É o convite a amar como ele nos ama. E não há amor mais profundo do que ir até ao dom de si próprio, por Deus e pelos outros.Quem vive de Deus escolhe amar. E um coração decidido a amar pode irradiar uma bondade sem limites.Para quem procura amar com confiança, a vida enche-se de uma beleza serena.Quem procura amar e dizê-lo através da sua vida é levado a interrogar-se sobre uma das questões mais prementes: como aliviar as penas e o tormento daqueles que estão próximo ou longe?Mas o que é amar? Será partilhar o sofrimento dos mais maltratados? Sim.Será ter uma bondade infinita de coração e esquecer-se de si próprio por causa dos outros, de forma desinteressada? Sim, certamente.E ainda: o que é amar? Amar é perdoar, viver reconciliados. E a reconciliação é sempre uma Primavera da alma."

(excerto da carta por Acabar)

31 agosto 2006

Sigo em frente para amar


Nada é fácil...
Um caminho, uma meta
Um olhar a prolongar
mais além, a voar
Como águia ou falcão
ignorando os medos do coração
partindo, não olhando atrás...
Olhando do alto, voando sem parar
Com esse olhar que tudo vislumbra
Num relance, um suspiro, num instante
e ter já visto o bastante
Para poder exclamar, de novo agora:
Não, não vou embora!
Sigo em frente para amar.

09 agosto 2006

Uma flor, um olhar, um sorriso


Uma flor que nos alegra a vida
Uma calma que nos preenche a alma
Uma paz que nos inunda o espírito...

Um momento que nos preenche o coração
Um olhar que nos atravessa até ao mais profundo
Um sorriso que nos faz brilhar os olhos...

Um gesto que faz memória...
Um dia, um instante, para sempre gravado
Um caminho começado, nunca mais acabado

Tudo isto faz parte da vida, tudo isto nos alegra
entristece, faz crescer, mesmo se a sofrer,
nos faz rumar para mais longe, mais além...

08 agosto 2006

Pegadas na Areia



Sonhei que caminhava na praia juntamente com Deus. E revi, espelhados no céu, todos os dias da minha vida passada. E em cada dia vivido, apareciam na areia, duas pegadas: as minhas e as d'Ele. No entanto, de quando em quando, vi que havia apenas as minhas pegadas,e isso acontecia precisamente nos dias mais difíceis da minha vida. Então perguntei a Deus:

"Senhor, eu quis viver contigo, e tu prometeste ficar sempre comigo. Porque me deixaste sozinho, logo nos momentos mais difíceis?"

Ao que Ele respondeu: "Meu filho, sabes que eu te amo e que nunca te abandonei. Os dias em que viste so umas pegadas na areia são precisamente aqueles em que Eu te levei nos meus braços."

07 julho 2006

No anoitecer de mais um dia


Há dias felizes. Há dias infelizes. Há momentos alegres. Há momentos tristes. A nossa existência, embora breve, tem o dom de nos oferecer todos esses momentos. Ainda bem que um dia acordamos. Ainda bem que um dia adormecemos. Tudo depende do nosso íntimo. Ainda bem que não há dias iguais. Somos ricos. Temos milhoes de coisas diferentes. Sozinhos ou acompanhados a nossa vida continua. Acompanhados podemos ficar tristes com quem nos rodeia. Sozinhos, até sozinhos podemos encontrar a desilusão na nossa propria solidão...
Faço votos para que aqueles que conseguem viver sozinhos, que conseguem esquecer os outros, que se conseguem afastar, criando uma torre, nunca experimentem o fracasso dessa desilusão.
Auguro para os que vivem acompanhados que sejam capazes de se alegrar com a alegria dos outros, fazendo dela a sua propria alegria. Bem assim o sofrimento.
Há horas felizes. Recordo uma hora feliz hoje em particular. Há horas tristes. Recordo uma delas em particular. Ora digam lá que não somos seres animados (com sentimentos) pensantes?!

04 julho 2006


A vida é assim um circulo que vai andando... que vai dando voltas... que nos trás novamente a alguns momentos que já passaram... sei lá... não se repete, mas lembra-nos... não volta para trás, mas deixa-nos parados no tempo a pensar... porque é que as coisas acontecem assim e não mais voltam para as corrigirmos ou para as saborear-mos no único tesouro que temos entre mãos (o momento presente)?!

05 junho 2006

O dom da vida


Num sonho, como que numa quimera, encontrei-me neste dia e
apercebi-me de que
tinham passado dezanove anos. Acabaram. Amanhã já serão
vinte. E isto fez-me
pensar. Sentir triste, sentir alegre, confuso,
agradecido, direi para resumir
que foi um turbilhão de sentimentos. É um dia
importante de uma vida. Duas
décadas de existência. Não sei se vale a pena
ter saudades daqueles anos que já
passaram, deste que termina, de outros que
virão. Mas vale certamente ter
esperança, a esperança que não acaba quando
os anos terminarem. Sinto-me
agradecido. Ao mesmo tempo confiante. Não sei o
que me espera ao virar da
página. Mas a alegria da vida, a força que brota
da juventude e a serenidade que
o tempo trás à maturidade adquirida, são
coisas maravilhosas. Grito bem alto:
vale a pena a vida. Vale a pena amar,
sofrer, sorrir, chorar, criar, descobrir,
inventar, errar, caminhar, cair,
voar, nadar, saltar, correr, comer, beber,
respirar, falar, calar, adorar,
rezar, louvar, agradecer, conhecer, perder,
ganhar, esperar, sonhar...
VIVER!!!



Hoje

Vazio!!!!