Começamos a existir Naquele Sonho que faz realidade todos os outros, derramando o Seu amor, através do amor de dois seres humanos, e, no milagre da vida, descobri-mo-nos capazes de pensar, de amar, de chorar, mas também de sorrir. Misturando este sonho, agitado pela vida, assim pensamos... e do pensar a letra se faz, e da Palavra se recomeça de novo, como na Origem.

14 setembro 2006

Cada dia...É sonho, é poema...

Cada dia é sonho...É poema.
É manhã que se levanta
no acordar preguiçoso do sol,
nas densas nuvens que encanta.

É sol que brilha no horizonte.
Bem alto no alto do céu...
e brisa que acaricia a fronte.
É misto de ternura e de fúria,

Com o tempo e o vento...
que dança ora rápido, ora lento,
com frémitos de luxúria...

E é noite que depois do sol posto
nas estrelas, adormece com o teu rosto,
cada vez mais meu...

11 setembro 2006

Terrorismo...

11 de Setembro. As palavras não conseguem transmitir a dor que sentiram as pessoas que de alguma forma estiveram envolvidas pelos atentados deste dia há cinco anos atrás. Nós próprios nos sentimos constrangidos pela dilaceração que aconteceu. O Homem que mata o seu próprio irmão. Caim e Abel. E nós próprios, os nossos pequenos conflitos que ali se manifestam elevados ao cubo. No fundo, embora haja muitas maravilhas, na verdade somos cada um de nós responsáveis por uma pequena parte de terrorismo. Por certo não aquele que aconteceu há cinco anos atrás, mas por aquele que praticamos para com aqueles que nos rodeiam. Não são acções comparáveis ao terrorismo, podemos pensar, mas a verdade é que continuamente podemos correr o risco de deixar de fazer o que queríamos que nos fizessem e... praticar "terrorismo". Um terrorismo por vezes apenas por palavras, apenas por pensamento... mas já o poeta dizia que as palavras são facas, e matam mais que um punhal. É um dom a nossa vida, que devemos continuamente agradecer e preservar. A nossa e a dos outros. A nossa e a do nosso próximo. E quem é o meu próximo? Quantos aparecem na nossa vida? A quem ignoramos tantas vezes? Hoje apeteceu-me ser um ser animado (que questiona) pensante!!!!!!!!

10 setembro 2006

«Tende coragem, não temais. Aí está o Vosso Deus [...] ELE PRÓPRIO VEM SALVAR-NOS»


Passam os dias. Acho que devagar. Ou talvez depressa demais. Nem sei bem como classificar o tempo que passa. Hoje, como ontem, "Ele próprio vem salvar-nos". E nós podemos estar distraídos, ou mesmo impedidos de O ver. "Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e os mudos falem". E nós somos tantas vezes surdos à Palavra... e tantas vezes ainda mais mudos para com a mesma Palavra. Esquece-mo-nos dos outros, de nós próprios... e começamos a viver num castelo onde nem nós conseguimos entrar. Do alto dos nossos montes, onde não deixamos ninguém subir, vemos tudo, ouvimos tudo, mas não fazemos nada. Acho que amamos às vezes uma solidão solitária, onde estamos sós, mas sem estarmos. Parece uma afirmação de loucos. Mas é verdade que reconheço em mim isto mesmo. Pareço atravessar um rio e apesar do seu caudal não fico molhado. "Ele próprio VEM". Apetece-me dizer, vem... mas depressa porque estou a desanimar. Mas sei que "quando Ele vier" «o coxo saltará como o veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; a terra seca transformar-se-á em lago e a terra árida em nascentes de água.»

07 setembro 2006

Uma sms que alguém me enviou...


"A glória da amizade não é a mão estendida,
nem o sorriso carinhoso,
nem mesmo a delícia da companhia.
É a inspiração espiritual que vem quando descobrimos
que
alguém acredita e confia em nós."

Tem direitos de Autor, foi a Joana Maria que me enviou este pensamento que disse ter descoberto no Almanaque. :-)

01 setembro 2006

Irmão Roger de Taizé: Algumas palavras da carta inacadaba...

«Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz»: que paz é esta, que Deus dá?É antes de mais uma paz interior, uma paz do coração. É ela que permite lançar um olhar de esperança sobre o mundo, mesmo se ele é tantas vezes dilacerado por violências e conflitos.Esta paz de Deus é também um apoio para que possamos contribuir, muito humildemente, para a construção da paz onde ela se encontra ameaçada.A paz mundial é tão urgente para aliviar o sofrimento, em particular para que as crianças de hoje e de amanhã não conheçam a angústia e a insegurança.No seu Evangelho, numa fulgurante intuição, São João exprime quem é Deus em três palavras: «Deus é amor.» Basta compreendermos estas três palavras para podermos ir longe, muito longe.O que nos cativa nestas palavras? É encontrar nelas esta certeza luminosa: Deus não enviou Cristo à terra para condenar quem quer que seja, mas para que todo o ser humano se saiba amado e possa encontrar um caminho de comunhão com Deus.Mas por que razão há pessoas que o amor deslumbra, que se sabem amadas, realizadas? Por que razão há outras que julgam ser desprezadas?Se cada um de nós compreendesse: Deus acompanha-nos mesmo na nossa solidão mais insondável. Ele diz a cada um de nós: «És precioso aos meus olhos, eu estimo-te e amo-te.» Sim, Deus só pode dar o seu amor, aí se encontra todo o Evangelho.O que Deus nos pede e nos oferece é que recebamos a sua infinita misericórdia.Que Deus nos ama é uma realidade por vezes pouco acessível. Mas quando descobrimos que o seu amor é antes de tudo perdão, o nosso coração encontra sossego e acaba por transformar-se.Eis que nos tornamos capazes de confiar a Deus o que perturba o nosso coração: encontramos então uma fonte onde buscar nova vitalidade.Estaremos bem conscientes? Deus confia tanto em nós que dirige a cada um de nós um chamamento. O que é esse chamamento? É o convite a amar como ele nos ama. E não há amor mais profundo do que ir até ao dom de si próprio, por Deus e pelos outros.Quem vive de Deus escolhe amar. E um coração decidido a amar pode irradiar uma bondade sem limites.Para quem procura amar com confiança, a vida enche-se de uma beleza serena.Quem procura amar e dizê-lo através da sua vida é levado a interrogar-se sobre uma das questões mais prementes: como aliviar as penas e o tormento daqueles que estão próximo ou longe?Mas o que é amar? Será partilhar o sofrimento dos mais maltratados? Sim.Será ter uma bondade infinita de coração e esquecer-se de si próprio por causa dos outros, de forma desinteressada? Sim, certamente.E ainda: o que é amar? Amar é perdoar, viver reconciliados. E a reconciliação é sempre uma Primavera da alma."

(excerto da carta por Acabar)

31 agosto 2006

Sigo em frente para amar


Nada é fácil...
Um caminho, uma meta
Um olhar a prolongar
mais além, a voar
Como águia ou falcão
ignorando os medos do coração
partindo, não olhando atrás...
Olhando do alto, voando sem parar
Com esse olhar que tudo vislumbra
Num relance, um suspiro, num instante
e ter já visto o bastante
Para poder exclamar, de novo agora:
Não, não vou embora!
Sigo em frente para amar.

09 agosto 2006

Uma flor, um olhar, um sorriso


Uma flor que nos alegra a vida
Uma calma que nos preenche a alma
Uma paz que nos inunda o espírito...

Um momento que nos preenche o coração
Um olhar que nos atravessa até ao mais profundo
Um sorriso que nos faz brilhar os olhos...

Um gesto que faz memória...
Um dia, um instante, para sempre gravado
Um caminho começado, nunca mais acabado

Tudo isto faz parte da vida, tudo isto nos alegra
entristece, faz crescer, mesmo se a sofrer,
nos faz rumar para mais longe, mais além...

08 agosto 2006

Pegadas na Areia



Sonhei que caminhava na praia juntamente com Deus. E revi, espelhados no céu, todos os dias da minha vida passada. E em cada dia vivido, apareciam na areia, duas pegadas: as minhas e as d'Ele. No entanto, de quando em quando, vi que havia apenas as minhas pegadas,e isso acontecia precisamente nos dias mais difíceis da minha vida. Então perguntei a Deus:

"Senhor, eu quis viver contigo, e tu prometeste ficar sempre comigo. Porque me deixaste sozinho, logo nos momentos mais difíceis?"

Ao que Ele respondeu: "Meu filho, sabes que eu te amo e que nunca te abandonei. Os dias em que viste so umas pegadas na areia são precisamente aqueles em que Eu te levei nos meus braços."

07 julho 2006

No anoitecer de mais um dia


Há dias felizes. Há dias infelizes. Há momentos alegres. Há momentos tristes. A nossa existência, embora breve, tem o dom de nos oferecer todos esses momentos. Ainda bem que um dia acordamos. Ainda bem que um dia adormecemos. Tudo depende do nosso íntimo. Ainda bem que não há dias iguais. Somos ricos. Temos milhoes de coisas diferentes. Sozinhos ou acompanhados a nossa vida continua. Acompanhados podemos ficar tristes com quem nos rodeia. Sozinhos, até sozinhos podemos encontrar a desilusão na nossa propria solidão...
Faço votos para que aqueles que conseguem viver sozinhos, que conseguem esquecer os outros, que se conseguem afastar, criando uma torre, nunca experimentem o fracasso dessa desilusão.
Auguro para os que vivem acompanhados que sejam capazes de se alegrar com a alegria dos outros, fazendo dela a sua propria alegria. Bem assim o sofrimento.
Há horas felizes. Recordo uma hora feliz hoje em particular. Há horas tristes. Recordo uma delas em particular. Ora digam lá que não somos seres animados (com sentimentos) pensantes?!

04 julho 2006


A vida é assim um circulo que vai andando... que vai dando voltas... que nos trás novamente a alguns momentos que já passaram... sei lá... não se repete, mas lembra-nos... não volta para trás, mas deixa-nos parados no tempo a pensar... porque é que as coisas acontecem assim e não mais voltam para as corrigirmos ou para as saborear-mos no único tesouro que temos entre mãos (o momento presente)?!

05 junho 2006

O dom da vida


Num sonho, como que numa quimera, encontrei-me neste dia e
apercebi-me de que
tinham passado dezanove anos. Acabaram. Amanhã já serão
vinte. E isto fez-me
pensar. Sentir triste, sentir alegre, confuso,
agradecido, direi para resumir
que foi um turbilhão de sentimentos. É um dia
importante de uma vida. Duas
décadas de existência. Não sei se vale a pena
ter saudades daqueles anos que já
passaram, deste que termina, de outros que
virão. Mas vale certamente ter
esperança, a esperança que não acaba quando
os anos terminarem. Sinto-me
agradecido. Ao mesmo tempo confiante. Não sei o
que me espera ao virar da
página. Mas a alegria da vida, a força que brota
da juventude e a serenidade que
o tempo trás à maturidade adquirida, são
coisas maravilhosas. Grito bem alto:
vale a pena a vida. Vale a pena amar,
sofrer, sorrir, chorar, criar, descobrir,
inventar, errar, caminhar, cair,
voar, nadar, saltar, correr, comer, beber,
respirar, falar, calar, adorar,
rezar, louvar, agradecer, conhecer, perder,
ganhar, esperar, sonhar...
VIVER!!!



Hoje

Vazio!!!!

25 maio 2006

Uma Pausa que nos transforma (V)


Há já algum tempo que não escrevo aqui. Será que também estou em pausa?! Não sei. Acho que estou meio perdido. Nem sei bem o que me leva a escrever aqui. Mas neste imenso mar, apetece-me também lançar a garrafa com a minha mensagem, esperando que vá parar a uma tal ilha ou praia perdida. Como se fosse o mapa do tesouro. E é-o de facto. É um mapa de mim próprio. Não sou lá grande tesouro. Mas na verdade não estou desprovido de alguma auto-estima e, como tal, acho que sou um pequeno tesouro. Este mapa é um mapa que me vai permitir deixar, a quem o vier a encontrar na praia, um mapa do meu coração.
Há dias fiz uma pequena releitura de um livro muito bom. O Principezinho de A. Saint-Exupery. O essencial é invisível aos olhos. Assim, neste mapa, o caminho está oculto. E roubo uma imagem desse livro. É como um desertoo, onde algo brilha sempre, por entre dunas, e onde um poço de água estará sempre escondido algures. Não se vê. Tem a sua beleza, o deserto. Mas precisamos do essencial, e é complicada a tarefa de encontrar esse poço. É tão bom quando encontramos aquele poço que o menino cabelos cor de ouro encontrou. Com tudo o que precisamos para tirar água. Esta água é diferente de todas as outras águas. Mata mais a sede que as outras. É aquela que ficou para sempre associada a sentimentos que marcarão, de agora para sempre, esse mesmo momento em que matámos essa sede. Também encontro muito que dizer acerca da flor, aquela rosa que o príncipe tinha no seu planeta. E quantas coisas lindas diria eu aqui se falasse da minha rosa. Apenas digo que é a mais bela de todas, é a única flor que de facto existe para mim, e eu para ela. O essencial é invisível aos olhos.
Mas deixo estas considerações preliminares. Falo agora de Pausa. Começou este blog por causa de uma pausa. Continuou com a pausa. Escrevi aqui alguns dos assuntos que me ocuparam as ideias ao longo de 8 meses. Espero é que não termine quando a pausa terminar. Essa pausa vai acabar.
Como é diferente o meu olhar sobre as coisas. Mas será que é diferente a maneira de (re)agir? A conclusão ainda não a posso tirar. Mas partilho alguns pontos de vista:
1. Uma pausa é sempre muito importante. Na nossa vida diária. Na nossa vida de estudo. Na nossa vida espiritual.
2. Ajuda-nos a situar. E se é verdade que "o Homem é um ser em situação", como é bom saber onde estamos situados. Situados num espaço, num tempo, por quem estamos rodeados.
3. Há laços que nos fortalecem. Há outros que se desfazem. Outros há onde não se mexe. Há ainda os que se constatam serem inexistentes.
4. Nas dificuldades crescemos. É como na canção: "perante o mar/ que te hei-de eu dizer/ olha, que tens de crescer". O mar estará sempre diante de nós. E nós por maiores que sejamos, nunca seremos maiores que o mar. Mas continuaremos, desafiados a crescer.
5. De que importa a desinquietação com os dias que hão-de vir. Quando o nosso sonho corresponde ao sonho de Deus para nós, não há que ficar inquieto. Esse sonho está seguro. Onde? Como? Em Deus. E aí está seguro, mais seguro que nada. Aliás aí. se aí está Deus, tudo está então seguro no mais pleno sentido.
6. "O essencial é invisível aos olhos", é apenas visível ao coração. E isto não é poesia. Precisamos de tempo para aprender. Para aprender a verdadeira mudança do coração, que nos levará toda a vida. Assim uma pausa permite reforçar confiança. Ganhar força e coragem para uma caminhada.
7. A novidade que todos os dias se nos mostra é a mais antiga, aquela que é sempre nova. "Ó Beleza tão antiga e tão nova".
8. Na nossa vida Ele está tão presente, que mesmo quando lhe viramos as costas, Ele usa as suas habilidades de equilibrista para fazer todos os saltos mortais que forem necessários até ficar frente a frente connosco.
9. Até para nos conhecermos a nós próprios é necessário um mapa. Esse mapa constrói-se, como nós, todos os dias. As indicações de rumo podem vir de fora. Mas só por dentro é que podem ser comprovadas e seguidas.
10. É o momento, como agora o será e o foi todos os dias, de dizer qual é o caminho. Preparar os Seus caminhos. Ser como o leito de um rio, onde a água passa, mas chega ao mar.
Obrigado a todos aqueles que durante um ano me ajudaram tanto A pausa termina. O caminho está à frente e está atrás. Nunca será agora direito. Quero que tenha Um Sentido Único. Mas sei que teve curvas, e quantas pedras. Sei que essas dificuldades de caminhante não deixarão de me acompanhar, a nãos er que deixa de caminhar.
Mas quero estar sempre a caminho. Até que termine um dia na meta que passa para lá do tempo, para lá do espaço, par lá do nosso entendimento.
Faz de mim um caminhante.
Nunca me deixes largar o cajado e o alforge;
nem as sandálias. Caminharei sem nada
se for preciso. Mas deixa-me caminhar.
Sei que és O caminho.
Sei que comigo fazes caminho.
Sei que por mim fazes o caminho.
(Já o fizeste há dois mil anos atrás)
Sei que me levarás ao colo se disso necessitar.
Sei que caído me levantarás.
Sei que com sede serás água viva.
Sei que nos dias escuros serás o sol.
Sei que és o Eterno Viandante.
Sei que nas noites serás luz.
Sei que nos dias belos serás a brisa.
Na tormenta serás abrigo.
Sob o sol ardente serás sombra.
Foste origem. Serás meta.
És motivo. Serás causa.
De Ti recebi a vida. Nas Tuas mãos a coloco.
"Sei que vai raiar a madrugada
e não me deixarás abandonado".

05 abril 2006

Stat crux, dum volvitur orbis...


Às voltas... às voltas... nunca sabemos muito bem o que permanece... as coisas mudam... nós próprios mudamos... só Deus é que não muda...

29 março 2006

Uma Pausa que nos transforma (cont.)


Está-se mesmo a ver que a vida não é como nós queremos... temos de tomar decisões... de fazer escolhas... de tentarmos ser o mais possivel rectos e correctos naquilo que fazemos. Está em nós pensar estas coisas boas... a minha dúvida reside na questão fulcral e central se não conseguiremos nós passar do pensamento ao acto. É muito fácil de criticar, de sermos impiedosos para os outros, ou justificar-mo-nos mesmo dizendo: estou apenas a ser justo... Será?! Começo a aprender e a realizar na minha propria vida que este nosso, e digo também meu, conceito de fazer justiça... é tão pobre... é que está até desviado do significado da palavra, é luz de Deus... Tornar justo... Quem nos justifica em sentido último e definitivo é Deus, e fá-lo gratuitamente... ora porque é que nós temos de colocar preços nas coisas?! Não é que se possa comprar a justiça... pelo menos esta de que falo... mas podemos tantas vezes vender a injustiça de forma gratuita... com o nosso agir... com o nosso coração... até querendo ser justos... O desafio é sermos diferentes, penso eu. Mas é tão complicado chegar a um momento de análise e ver que não fomos... aí a sensação de fracasso é total... sentimos o desânimo e a frustração...
A sensação de impotência, de fracasso... uma sensação de desilusão invade-nos a alma... e deixa-nos como que vazios, com um só pensamento: sonhei, sonhei e nada... de tudo o que fiz, nada vale nada. Foi bem feito, mal, ou não adequado... de nada valeu.... Então o que nos faz mudar? Não sei... não creio que seja uma pausa... também não creio que seja o tempo... Nós proprios sozinhos também não... Então?! Olha... alguma Força Outra que nos consiga demover das nossas falhas, dos nossos fracassos, das nossas frustrações, de tantas e tantas vezes que fazemos mal o que queriamos fazer bem. "Se nunca tentaste, não conseguirás".

28 fevereiro 2006

Viver no meio de tudo, como se tudo fosse nada, e apenas haja um Tudo...

Começa um periodo em que gostaria de ter um lema, precisamente aquele que dá titulo a este post: viver no meio de tudo como se tudo fosse nada, e haja apenas um Tudo. Será difícil?! A ver vamos... Na vida nada é fácil... e tudo o que se constroi, é com esforço e dedicação pessoal. A verdadeira renúncia é a tantas coisas que na nossa vida por vezes estão fora de sítio e que não conseguimos de modo nenhum colocar para fora, quando é necessário, ou arrumar...
Se na vida as coisas se conseguissem sem esforço era melhor, mas também não sei se teriam o mesmo gosto... em todo o caso, estou cansado e farto... nem de nada, nem de tudo... mas cansado... a precisar de caldos de galinha e cautelas... Enfim... de repouso de tudo isto... da vida... quem sabe estando congelado... ou ausente da realidade... não é nada fácil encarar o dia a dia com pessimismo ou amargura, vale mais deitar tudo para trás das costas e colocar tudo nas mãos de Deus. Afinal somos notas de uma melodia da eternidade que Deus compõe cada dia... Outra vez continuo...

14 fevereiro 2006

E vai de roda...

Isto é indecente, tamanha provocação!!! Mas fui desafiado por um amigo, numa de passar "a batata quente", a denunciar aqui os meus cinco maiores vícios. Desafio aceite.

1- pastilhas trident. Ando sempre com pastilhas, até nas aulas. só na igreja é que não.

2- telemóvel. chamadas que duram horas, mensagens a toda a hora, "always-on-touch" :)

3- compras. seja roupa, seja comida, seja... compras?! dinheiro para gastar?! é comigo...

4- a conduzir não tolero ser ultrapassado, sobretudo por um carro "inferior" ao meu

5- comer chocolate... quando estou mais em baixo tenho de "apanhar" uma overdose de chodolate...

E agora?! Quem será desafiado?! estejam atentos ;)

13 fevereiro 2006

Segunda-feira, Semana VI do Tempo Comum


Ele é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Ele. Na provação recorramos a Ele, para que tudo possamos compreender, uma vez que dele nos vem a verdadeira sabedoria, que com fé aqui vimos pedir.

Uma pausa que nos transforma (III)

Será que só por estarmos a fazer uma pausa ficamos transformados?! Não me parece... A vontade de mudar tem de estar também presente. Pode chover torrencialmente mas se a terra não for permeável a essa água... de nada serve porque nunca seremos capazes de ver as flores germinar... Pode acontecer ainda o contrário... a terra estar tão ensopada que já tanto dá chover, como não... a semente apodreceu, e não deu, nem vai dar fruto, até que a terra esteja mais seca e de novo ela seja lançada à terra. Pessoalmente não sei em que situação me classificar... Mas acho que neste momento preciso deste tempo árido que estou a passar. Na vida, alguém, parafraseando, disse com graça: só o que custa e doi vale a pena... Mas é bem verdade!!! Recordo ainda um conselho de outra pessoa, que há alguns anos atrás não compreendi, mas que agora alcanço: "não vos entregueis à mediocridade". E é verdade... um homem entregue à mediocridade não vale para nada... agora percebo... O futuro é incerto... muito sinceramente não sei o que me espera... mas uma coisa tenho aprendido, e obrigado ao professor que me ensinou: o respeito por nós próprios vale mais que tudo e mais ainda, há sacrifícios que valem a pena. Estou muito longe de dizer como ontem ouvi: "Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo". Mas continuo a correr... esquecendo o que fica, lanço-me na corrida daquilo que está para a frente... é assim... só assim tem sentido... não vale a pena tentar que seja de outra maneira... para mim só assim tem sentido. Sentido Único e que sinto como obrigatório. Quem me dera que tudo fosse vento, pó e que a água pudesse apagar tanta coisa.. mas não pode... aliás, ainda bem, que isso não acontece! As coisas que passam por nós, estou cada vez mais convencido, não são para esquecer. A vida é a melhor escola, pois bem... como eliminar dela os mestres, as aulas e os exames?! A alegria também vem depois da cruz... portanto, resta que saibamos viver o dia a dia nesta dinâmica... Mas quanto a mim, tentando de forma absolutamente insistente, em colocar a alegria, mesmo na cruz, tanto quanto seja possível. Um santo triste é um triste santo... qualquer pessoa triste ém uma triste pessoa. Nada é fácil... Mas naquilo que é difícil prova-se quem se torna forte pelas dificuldades que passa, mais que pelas facilidades...

01 fevereiro 2006

Ai os exames!!!!

No meio deste tempo infernal em que os exames nos ocupam o tempo, a mente, o pensamento, a massa cinzenta, o tempo de tomar até um café... ocupam-nos ainda o tempo de podermos escrever algumas coisas que pensamos... e ficamo-nos por ser meros seres animados pensantes, sem escrever o que nos vai cá dentro. Em breve, alguma paciencia e um novo semestre terá começado!!!