01 dezembro 2010
Independência
27 novembro 2010
Vigiai!!!

17 novembro 2010
Hoje em mim
01 novembro 2010
FELIZES!
Vale a pena partilhar o que outro partilhou e continuar a fazer ressoar os ecos daquela montanha:
Tal como a mãe se alegra com as dores do parto, e se sente já feliz pela vida que vai nascer, ou como o atleta corre feliz motivado pela ânsia de subir ao pódio, mas só aí se sente realizado, também o cristão neste dia se recorda de que a felicidade que sente nesta vida é em vista de outra muito maior e melhor, que supera a fertilidade de toda a imaginação, por se saber nas mãos Daquele de Quem ninguém o pode retirar… e sabe e sente que a sua verdadeira felicidade ainda não é aquela que vai sentindo. Filhos de Deus, é isso que nós somos… e quantos não sentimos ou não nos comportamos com orgulho por tal… DEUS É SANTO também nos seus santos, nos seus filhos, apesar das nossas misérias… palavras para quê?
26 outubro 2010
à escuta...
Disse, então: «A que é semelhante o Reino de Deus e a que posso compará-lo? É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e deitou no seu quintal. Cresceu, tornou-se uma árvore e as aves do céu vieram abrigar-se nos seus ramos.» Disse ainda: «A que posso comparar o Reino de Deus? É semelhante ao fermento que certa mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar levedada toda a massa.»
08 outubro 2010
Pela manhã...
Prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Por isso, sinto complacência nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições, nas angústias que sofro por amor de Cristo: quando me sinto fraco, então é que sou forte.Assim escreveu Paulo na 2ª aos Coríntios, e hoje a liturgia propõe logo de manhã. Vale a pena ler e reler até atingir o pleno sentido à luz da fé.
21 setembro 2010
«Segue-me»
10 junho 2010
Um olhar diferente...

06 junho 2010
Hoje em mim!!! 24
05 junho 2010
Eu te ordeno, levanta-te!
01 maio 2010
Já não vos chamo servos, mas AMIGOS!
25 abril 2010
«o Meu Pai é maior do que todos»
16 abril 2010
Páscoa, na nossa vida!
02 abril 2010
Acontece(u) à (quase) dois mil anos!
25 março 2010
Pede um sinal ao Senhor teu Deus!
16 fevereiro 2010
Quaresma...
13 fevereiro 2010
Felizes quem?!
Se abrirmos os jornais todos os dias nos aparecem notícias de controvérsias e desgraças sociais. A crise económica mundial, a riqueza de uns quantos, que não evita a degradação e pobreza de milhões de pessoas, um terceiro mundo que teima em subsistir graças ao estilo de vida do auto-denominado primeiro mundo… ou então podemos olhar até para as notícias do nosso país e surpreendermo-nos cada dia com políticos, até com os governantes, com terrorismo trazendo bases operacionais ao nosso pequeno Portugal à beira mar plantado… E se quisermos, cada um de nós pode pensar na sua rua, na sua terra, e ver com os seus próprios olhos o que vai acontecendo. Em quem colocamos a nossa esperança? Onde procuramos a nossa segurança? Em quem pomos a nossa confiança? «Maldito o homem que confia no homem, e põe na carne toda a sua esperança» dizia Jeremias, mas «feliz quem põe a sua esperança no Senhor», porque esse é como uma árvore plantada à beira da água, e que estende as suas raízes para a corrente. Por nós, o nosso valor seria imensamente pequeno, mas porque Cristo ressuscitou, também nós seremos capazes de por nele a nossa esperança, não apenas para a vida presente, mas sempre.
No tempo de Jesus, a situação em que vivia aquele povo não era melhor. E Jesus não tinha qualquer poder político nem religioso para a transformar, apenas tinha a força da sua palavra. Que ia espalhando, conforme a leitura de Lucas nos tem vindo a sugerir, a quantos o ouviam. Hoje àqueles que o ouviam Jesus grita claramente que a lógica que corre por aí, não é a lógica de Deus. É preciso aceitar perder para ganhar. Perante a situação daquelas gentes Jesus proclama-os «felizes». Aos que nada têm, eventualmente por verem as suas terras e posses sucumbir diante dos poderosos, diz-lhes que deles é o Reino dos Céus. Perante a fome de tantos homens, mulheres e crianças, embora agora tenham fome e sede Jesus promete que hão-de ser saciados. A quantos choram, porventura com a raiva de não poderem defender o melhor das suas colheitas cujos cobradores de impostos lhe arrancam, Jesus diz que hão-de rir. Não será mais uma brincadeira? Um gozo, ou cinismo? Se Jesus lhes falasse de um palácio talvez. Mas Jesus está com eles. Não leva dinheiro, caminha descalço e não leva duas túnicas. É mais um desses pobres, mas que lhes fala com fé e totalmente convicto. Os pobres entendem-no. Sabem que podem acreditar nas suas palavras. Não são ditosos pela sua pobreza, nem pouco mais ou menos. A sua miséria não é um estado de vida invejável, nem um ideal. São bem-aventurados porque Deus está do seu lado. O seu sofrimento e as suas contrariedades não durarão para sempre. Deus há-de fazer-lhes justiça. Jesus é realista. Sabe que as suas palavras não significam o final imediato da fome, das injustiças, ou de perseguições de todos os que são chamados «pobres». Mas o mundo precisa de saber que esses também são filhos de Deus, que são os seus filhos predilectos, a sua dignidade não é uma utopia, a sua vida é mesmo sagrada. Num mundo injusto, o que Jesus quer deixar bem claro é que os que não interessam a ninguém, esses são os que mais interessam a Deus; os que nós colocamos à margem, são os que ocupam um lugar privilegiado no coração de Deus; a quantos parecem indefesos e orfãos neste mundo, têm-no a Ele como Pai. Nele está a fonte da nossa esperança.
Nós, os que vivemos acomodados na sociedade da abundância, neste primeiro mundo, não temos o direito de pregar a ninguém as bem-aventuranças de Jesus. A nossa tarefa é antes escutá-las e começar a olhar para os pobres, os famintos, os que choram, os que colocamos à margem, como os olha Deus. A partir daí poderá germinar a conversão que o tempo da quaresma, que vamos iniciar, nos sugere, e cada um de nós poderá ser essa árvore plantada à beira da água, cuja folhagem, as nossas obras, não murcha, porque têm a Deus como origem, e mesmo em ano de estio, num mundo onde Cristo parece ter desaparecido, os nossos frutos continuarão a ter o sabor da Sua presença, isto é a dizer que Ele está connosco, que Ele nunca nos abandonou, que a nossa vida é testemunho da Sua esperança, que somos profetas que Ele envia a anunciar o Seu amor por nós.
30 janeiro 2010
Charitas Christi urget nos...
No domingo passado Jesus era-nos apresentado como o Cristo, o ungido por Deus para anunciar a boa nova aos pobres, a libertação aos cativos, para proclamar o tempo favorável do nosso Deus. Esta escolha, como a de cada um de nós, que pelo Baptismo somos sacerdotes, profetas e reis em Jesus Cristo, aconteceu «antes de sermos formados no ventre materno», isto é, desde sempre. É o Senhor quem nos faz anunciar «o que Ele nos ordenar». O profeta por excelência, à imagem do qual somos profetas é o próprio Jesus Cristo, à luz do qual entendemos estas palavras do profeta Jeremias. E como Jeremias, como Jesus, como Paulo, somos enviados a anunciar um caminho de perfeição que ultrapassa tudo. Mas desde logo Jesus nos previne: «nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra». E dá dois exemplos. Elias e Eliseu. O simples facto de recordar acontecimentos passados, para fazer perceber o presente, desperta a fúria dos ouvintes de Jesus. E este Jesus que Deus envia ao Seu Povo, este menino que há pouco contemplava-mos como dom de Deus para nós, é agora homem, que é expulso para fora da cidade. Já tinha nascido fora, mas para que não restassem dúvidas, até da sua própria terra foi expulso. Levado para fora da cidade. Não foi a primeira e não foi a última. Desde já Lucas prefigura qual o desfecho deste caminho que Jesus segue. Será também fora da cidade que há-de ser crucificado e sepultado. Não demorou muito a que Deus fosse rejeitado pelos homens. Se bem que todos se admiravam das suas palavras, todos são novamente os que ficam furiosos. O Profeta, aquele que não se anuncia a si mesmo, mas à Palavra de Deus, não é compreendido imediatamente. E pese embora o seu anúncio de libertação, de salvação, que inicialmente atrai, bem depressa se converte em escândalo para os seus ouvintes. Foi assim com Jesus, Ele próprio nos disse que haveria de ser assim connosco. Porém Jesus não desistiu de anunciar esse caminho de perfeição que ultrapassa tudo. E a nós também nos deve mover a caridade de Cristo. Porque é essa mesma a que dá sentido a tudo o que dizemos e fazemos. Pouco importa falarmos línguas, dos homens ou dos anjos, das coisas da nossa realidade, ou da vida que esperamos, sem caridade. Porque seremos sempre aparentemente robustos, e na realidade ocos, vazios. De nada nos serve anunciar, ou porventura ter grandes conhecimentos, ou até termos fé, porque sem caridade, sem o mesmo amor que Deus nos manifestou em Cristo Jesus, nada somos. Mas essa caridade não é apenas a que brota do exterior, que até nos pode levar a dar tudo o que temos, mesmo anulando quem somos. A nossa caridade tem de ser a de Jesus Cristo: paciente, benigna, alegre com a verdade, pronta a desculpar tudo, a tudo crer, tudo esperar, tudo suportar. Então ela não acabará nunca. E mais ou menos perfeita, à Luz Daquele que é perfeito, todas as imperfeições serão purificadas. E quando Ele quiser também nós conheceremos como somos conhecidos. Antes, porém, temos de tomar consciência de que somos comunidade profética, para anunciarmos como Jesus a Palavra do Pai, servirmos à libertação dos pobres e marginalizados aqui e agora. E então poderemos dizer «vi Aquele que me vê», porque o seu amor bondoso e o seu perdão misericordioso em nós mostraram outro: Jesus. Diante de todos, se assim procedermos, é Deus quem nos coloca: poderão combater contra nós, como fizeram com Jesus, mas não poderão vencer-nos porque Deus está connosco para nos salvar. E esse é um caminho de perfeição que ultrapassa tudo. O amor é a profecia que por excelência temos de anunciar, mais ainda, é a palavra que se faz caminho a seguir. Jesus passou pelo meio deles e seguiu o seu caminho. Hoje de novo passa pelo meio de nós. E nós, estaremos decididos a seguir o Seu caminho?
28 janeiro 2010
Os dias que correm
20 janeiro 2010
Uma pausa nos dias que correm... para rezar!
como caminhaste com os dois que viajavam pela estrada de Emaús,
vem conosco em nossa jornada de fé.
Nos encontros que tivermos pelo caminho,
dá-nos compaixão para ouvir a história do outro,
paciência para explicar o que pode parecer óbvio para nós,
e a coragem para nos tornarmos vulneráveis,
para que outros possam encontrar-te através de nós
e nos possamos redescobrir-te através deles.
Amén.
(Lindsey Sanderson, subsídios da Escócia para a Semana da Unidade dos Cristãos, disponíveis em vatican.va)
06 janeiro 2010
Novo diário (1) Ano novo, a mesma vida
Ano novo, a mesma vida, nova tentativa de escrever este post, sem que o computador vá abaixo… Hoje foi dia de retomar o trabalho. Não porque o tivesse deixado, mas porque estive ocupado com outros trabalhos. Também não foram férias, à parte de não haver aulas para preparar, nem aulas para dar. Fiquei contente por ter terminado um trabalho que comecei em um ano e seis meses atrás. Quem dera já não ter de lhe voltar a tomar o sabor, mas claro, falta o ponto final. Porém nem só de retomas de aulas foi o dia. Antes disso já tinha retomado a estrada, as curvas, os telefonemas durante o caminho, o cumprimento do código da estrada, prudentemente verificado por duas brigadas que me saudaram… Andei pela primeira vez a pé sozinho numa distância mais considerável, cá nas bandas, e senti o frio do tempo, na cara, o calor das pessoas que encontrei, no coração, e o céu a ameaçar neve, que agora se veio revelar zangada connosco, ou mais vulgarmente, que foi comida pelo nevoeiro.
Também foi uma oportunidade para rever o horário e plano de vida. Sim, um verdadeiro documento ‘gráfico’ onde tenho distribuídos tempos, momentos, e formas de andar p’ra frente… Deu-me o riso com alguns dos meus objectivos, e atrevo-me a partilhá-los. O primeiro é o cumprimento diário do horário e plano semanal. Diariamente é suposto seguir uma catrefada de planos, marcações e coisas do género. Para uma ideia mordaz da questão diariamente tenho cerca de 9h atribuídas a um possível sono, 7h30 para trabalho, estudo e coisas afins, 3h de oração litúrgica e pessoal, e 4h30m para refeições, higiene e tempo livre… ainda estou para fazer o gráfico! Sim, o rapaz é afinado. Não fosse o segundo propósito/compromisso que quero partilhar convosco: esquecer o horário e compromissos um dia, uma vez por semana. Realmente, tanto trabalho, tanta planificação para no fim de contas chegarmos a isto. Não estou a brincar nem convosco, nem comigo. Explico: não posso deixar que um pedaço de papel, ou meia dúzia de folhas controlem a minha vida. Não sou escravo da planificação. E antes que lhe prometa fidelidade inviolável, vale mais deixar já claro que há um ponto de fuga. Só uma vez por semana. Outra vez por semana quero desligar-me do telemóvel e outros meios de comunicação afins, tipo, vulgo, internet. E depois a seguir queixar-me e ouvir as queixas dos meus amigos e amigas que dizem: mas olha lá, ainda és vivo? ‘tás mesmo no fim do mundo, nem o telemóvel atendes!!! Para que te mando eu mail’s? ou esta mais engraçada: quando precisares depois eu cá estou! Mudando de ritmo, uma vez por mês, quero fazer um passeio. Sem mais nada, sem nenhum objectivo concreto, ao sabor do tempo e das rodas do carro. Estejam atentos à estrada, quem sabe não apareço diante de vós, ou desviem-se, quem sabe não tenho tempo de travar!!! Esta é mesmo de rir, mas quero cumpri-la a sério, como pessoa séria e empenhada no meu bem-estar: uma manhã de desporto por semana… Depois há os propósitos de leitura e escrita. Ao menos um livro por mês e andar sempre com um caderno para alimentar as linhas de poesia que de vez em quando me lembro. Tantas vezes hei-de lançar olhares em verso, que certo dia algum há-de ser perfeito. Também quero actualizar mais vezes este blog, no mínimo duas vezes por mês.
Até parecia mal se não falasse do acontecimento que hoje marca o dia. Cá no sítio, idosos e crianças vieram encontrar-se com o menino Jesus no presépio. Como nesse tal acontecimento, estes reis trouxeram-lhe presentes. Até se ouviu um balido inocente de um cordeiro negro ao colo de um actuante pastor. E Jesus voltou de novo a manifestar-se a todos os povos como a Salvação de Deus. Já pela manhã tinha dito a pequenos e não tão pequenos quais eram os presentes que os do Oriente tinham ofertado ao menino Jesus. Ouro, incenso e mirra. E expliquei: hoje cabe-nos a nós oferecer-Lhe a mirra de sermos verdadeiras imagens de Deus, homens e mulheres criados como Ele nos quis (por vezes custa tanto aceitar isto, e vê-se cada coisa…); o nosso incenso é sermos capazes de ouvir Deus que nos quer falar, e falarmos com Ele, aquilo a que chamamos oração; e o ouro… esse teve várias tentativas de definição, mas eu sugiro uma própria: oferecermos-lhe a nossa vontade, afinal é essa mesmo que Deus precisa para fazer em nós maravilhas.
Resta dormir e esperar que amanhã seja outro dia assim: frio, quente, nevoeiro, luz, sombras, planos, viagens, conversas, aulas, reis, negros cordeiros, ouro, incenso e mirra. Amén.