Começamos a existir Naquele Sonho que faz realidade todos os outros, derramando o Seu amor, através do amor de dois seres humanos, e, no milagre da vida, descobri-mo-nos capazes de pensar, de amar, de chorar, mas também de sorrir. Misturando este sonho, agitado pela vida, assim pensamos... e do pensar a letra se faz, e da Palavra se recomeça de novo, como na Origem.

25 janeiro 2006

"Deus caritas est"

Depois de ter lido a primeira Encíclica do Papa, gostaria de convidar aqueles que tiverem tempo (ainda demora um bom bocado) a ler. Vale a pena!
A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de
Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz —
fundamentalmente, a única — que ilumina incessantemente um mundo às escuras e
nos dá a coragem de viver e agir. O amor é possível, e nós somos capazes de o
praticar porque criados à imagem de Deus. Viver o amor e, deste modo, fazer
entrar a luz de Deus no mundo: tal é o convite que vos queria deixar com a
presente Encíclica.(n.º39)

Quem sabe um dia não chego lá?...


Os desencontros que a vida nos provoca e as constantes chatices às vezes deixam-nos "abananados", provocam a nossa estupefacção e deixam-nos assim... como um barco que navega sem rumo e ao qual as marés impelem, bem como os ventos... Não sei se convosco acontece o mesmo... mas, eu dou comigo muitas vezes a ir para onde nunca julguei ser possivel... não falo propriamente de locais, mas de atitudes... ou seja, é mais a fazer aquilo que nunca julguei fazer... ou então fazer e concluir que foi uma tremenda asneira... Dizemos que ao mal feito, já não há remédio... senão o bem que pudermos fazer para o remediar, digo eu! Não sou perfeito, tenho-o cada vez mais presente na minha vida... cada vez mais me confronto com a minha simplicidade. Diante dela, sou eu próprio que estou... sozinho, sem mais ninguém, sem mais farsas, sem mais coberturas... só nós, só eu... diante de mim: este sou eu. Acho que aqui é o lugar onde fica o "quarto" do nosso íntimo. Penso e repenso, mudo e volto a mudar, faço um propósito, desfaço outro... caminho e caio, caio e levanto-me, de novo tropeço e logo me magoa uma pedra qualquer do caminho... Também eu percorro o caminho que todos os dias me leva e trás... como é difícil assim andar... Hoje é um daqueles dias em que senti o peso da caminhada de uma forma especial... em que senti como uma flor pode murchar e morrer se não tratarmos dela, em que senti quão breve pode ser a alegria e em que vi que a nossa via, longe de ser um caminho recto, é um entrelaçado de encruzilhadas que vamos percorrendo... onde nos vamos perdendo e encontrando, onde vemos o sol, mas também onde sentimos o frio do gelo, a geada, a neve que por branca e macia que seja, se torna também fria... e muitas vezes mata a vida onde cai... mas também a protege... A nossa vida é um eterno paradoxo... (digo eterno, enquanto me refiro à limitação temporal da nossa vida neste 3º calhau a contar do Sol) Sinto-me bem, mas logo me sinto mal... que coisa complicada é a vida... às vezes assalta-me a dúvida (!!!) mas também o desalento... falta-me a força para caminhar... falta-me o ânimo, o sopro da vida... Mas apesar de tudo continuo a caminhar. Sinceramente não sei se estou a subir ou a descer... mas caminho. caminho porque não sei fazer outra coisa. Se as pedras do caminho me fazem tropeçar, logo as flores e a sombra que encontro me dão alento... se a poeira do caminho me suja e me consome de sede, a água das fontes sacia a minha sede e ajuda a lavar-me. Em tudo, mais que um fim está um principio, basta encarar-mos assim a nossa vida... mas... sim, bem sei que não é fácil... eu também nem sempre consigo... mas todos os dias tento. Havia um rapaz que, conta-se, treinava todos os dias para os jogos olímpicos, mas nem correr sabia direito... Um dia perguntaram-lhe: "para quê todo esse esforço se nunca irás às Olimpíadas?" ele respondeu: "talvez nunca consiga não sei sequer correr, mas tento todos os dias fazer o melhor que posso, quem sabe um dia não chego lá?... "

21 janeiro 2006

Onde Deus quer que eu esteja...

Um dia destes uma amiga mandou-me um mail com uma apresentação daquelas que tantas vezes circulam pela internet. Mais uma das que recebi... mas esta tocou-me especialmente:"Onde Deus me quer". Como é possivel que tantas vezes me esqueça que não estou sozinho. Deus está comigo, acompanha-me. O Seu interesse por nós começou muito cedo. O hagiógrafo anotou esta preocupação de Deus pelo Homem desde a criação, colocando na Sua "boca" uma pergunta que Ele nos faz todos os dias: "Onde estás?"...
E nós estamos... ocupados?! indisponíveis?! a tratar dos nossos problemas?!

Quantas vezes no meu caminho
sigo, assim, simples passageiro
E me sinto pois sozinho
Como errante caminheiro

Procuro apoio, sustento, companhia
Penso ir sozinho, noite e dia
E não vejo, quem, nos espinhos,
alivia e me ajuda, por caminhos

Em que Tu, Jesus, meu Deus
Acompanhas os filhos Teus
E, quantas vezes os carregas

Salvando-os dos perigos
Libertando-os dos castigos
Com Teu Amor, dando a vida.
(10/01/06)

Ou será que o oleiro não pode fazer do mesmo barro um vaso de uso nobre e um vaso para uso vulgar? Rom 9, 1

Tu, porém, nosso Deus, és bom e verdadeiro, és paciente e tudo governas com misericórdia. Mesmo se pecarmos somos teus, porque conhecemos o teu poder. mAs não pecamos sabendo que te pertencemos. Sab 15, 1-2

19 janeiro 2006

Actualizar?! Escrever mais?!


Ora pedem-me os fãs que actualize o meu blog... Informo pois que estou a proceder à mesma. Tenham calma ;) afinal foram apenas alguns dias sem escrever!!!

10 janeiro 2006

Será tudo um fim?!

Este texto é da minha autoria, mas prometo em breve revê-lo e torná-lo mais interessante...

Aquilo que para nós é um fim, nas mãos de Deus é uma oportunidade de criar algo de novo. Não concordas?!
Ao longo da nossa vida, desde que nascemos até que morremos, são muitas as etapas que têm um fim:
Chega ao fim o tempo de gestação, mas nascemos para a vida...
Chega ao fim o tempo em que somos amamentados, mas começamos a comer...
Chega ao fim o tempo em que os nossos passitos precisam de apoio, mas começamos a descobrir a nossa realidade envolvente...
Chega ao fim o tempo em que nos exprimimos por choros e outras "coisas" inefáveis, mas começamos a falar...
Chega ao fim o tempo em que apenas brincamos, mas começa a escola...
Chega ao fim o tempo de crianças inocentes, mas começa o tempo de adolescentes e jovens...
Chega ao fim o tempo em que procuramos conforto apenas nos braços da Mãe ou do Pai, mas encontramos outros amigos...
Chega ao fim o nosso tempo de estudos, mas começa o tempo em que aprendemos a trabalhar por nós...
Chega ao fim a dependência dos nossos pais, mas começa a nossa vida adulta...
Chega ao fim o nosso tempo de irresponsabilidade, mas começamos a construir e a conhecer as nossas responsabilidades...
Chega ao fim o tempo em que encaramos a vida sozinhos, mas começamos a viver em função de um compromisso ou de alguém, fazendo da nossa vida um dom...
Talvez chegue o tempo em deixamos de precisar que olhem por nós, mas precisamos de olhar por outros...
Chega ao fim o tempo em que olhamos por outros, mas começam outros a olhar por nós...
Chega ao fim o tempo de trabalhar, mas começa o tempo de descanso...
Chega ao fim a vida, mas começa a Vida sem fim...

Afinal, em tudo Deus criou algo de novo, mesmo quando tudo parecia ter acabado. E porquê? Porque Deus te ama loucamente! Toma consciência disto e ajuda os outros a tomarem também consciência... Mas não te preocupes, mesmo que não tenhas dado conta até agora, Deus vai mostrar-te que de facto te ama.

09 janeiro 2006

In epiphania Domine

Tu mostras-Te.
Eu, mesmo não sendo Rei
Nem mago (a minha magia é fraca)
Nem sequer alguém do Oriente importante...
Quero vir a Ti:

Não tenho o Ouro
mas reconheço-Te como Rei
Não Te ofereço incenso
Mas sei que Tu és Deus,
Nem mirra,
Mas Tu, de facto feito Homem,
vens ao meu encontro.

Fáz-me semelhante a Ti,
na pequenez do presépio.
Aceita o ouro da minha vontade
Aceita o incenso da minha oração
Aceita a mirra do meu ser homem.

Mostra-me a estrela...
Essa luz que me guiará
ao sacrário do estábulo de Belém.

Quero na minha vida
Adorar-Te e louvar-Te
Aceitar-Te e Amar-Te...

Amar-TE porque sem Ti nada sou
Louvar-TE porque és Deus
Aceitar-TE porque preciso de Ti
Amar-TE porque Tu me amaste primeiro...

05 janeiro 2006

Tenho sede. Nesta dia há muitas fontes. Na verdade, de quantas fonte bebemos nós?! De muitas... E quantas vezes ficamos ébrios? Não se torna nada fácil às vezes discernir qual a fonte que mana e corre através da noite escura...
Quantas vezes pensamos estar a beber da fonte, ou melhor, da Água Viva e, não estamos senão a beber um rasco refrigerante?! Mas no fundo queremos beber da Àgua Viva...
"Dá-me, Senhor, dessa água". Mas parece que é necessário conhecer o dom... e também Aquele que muitas vezes vem até nós e nos pede "Tenho sede. Dá-me de beber"... Às vezes é mesmo complicado de perceber... como é que eu próprio que tenho sede, vou dar de beber?! A realidade ultrapassa em muito estas palavras, mas querem significar isto mesmo: Tenho sede.

Dá-me dessa água viva
Tu, ò Fonte...
Tenho sede
Sei de quê...
Mas quantas vezes não encontro,
Não sei, nem vejo:
é noite...
Mas nessa noite
Vem, ò Luz
Ilumina a minha vida
Sacia a minha sede
Mata a minha fome
Sê para mim O mais íntimo,
que no íntimo me preenche.
Busco-Te,
Faz-me encontrar-Te
- Sim, mesmo na noite -
E que eu possa dizer
Bem seu sei a fonte que mana e corre
(Embora seja noite).
Rasga em mim uma nascente
Torna-me num regato,
faz-me para os outros
Caminho para Ti...
Mesmo se como caminheiro
sem bússula, sigo...
Sê para mim a Estrela-guia
o Horizonte
a felicidade
e sim, finalmente, Meta.
Sou Teu,
Mendigo, à porta das noites escuras
mas que quer chegar à manhã
Manhã sem tarde que se lhe siga
mas princípio sem fim,
partida sem chegada
de um tempo,
em que Tu, Amor-outro,
saciarás a sede que aí terá fim,
e então, vem Àgua Viva,
inunda-me: sou Teu.

03 janeiro 2006

O que tenho de novo é o jeito de caminhar





Na vida somos muitas vezes levados a situações que não sonhamos sequer serem possíveis. Mas de que nos adianta sonhar? Será que algum dia os nossos sonhos serão reais?! È belo viver... é bela a vida... sim, mas não me serve uma vida sem sentido. Procuro um sentido único, um sentido que possa seguir sem voltar para trás... mas não, vejo-me forçado a dizer mais uma vez como outro alguém já disse: o caminho faz-se caminhando e a vida faz-se vivendo... A minha meta... que curioso... sei a partida, mas desconheço a chegada... de facto acho que a chegada será um dia, longínquo ou não, mas um dia será..., e nesse dia poderei olhar para a partida e para a chegada e poderei dizer: fui feliz. Espero que sim, que um dia possa olhar o mundo que criei e onde fui actor sem papel, e dizer: fui feliz, eis-me aqui: ajudei quem precisou, olhei mais para os outros que para mim, não procurei nunca ser egoísta, mas procurei sempre dar-me até ao fim. O maior pecado que poderei encontrar, é aquele que já conheço: as faltas de amor. Não do amor-light, não, mas do Amor que é no fundo o Próprio Amor. Mas sei que Tudo posso n’Aquele que me sustenta...

Dá-me um coração puro,
um coração que saiba amar
um coração que saiba reconhecer-se pequeno
mas que saiba cada dia crescer
... Crescer porque mais amou
Porque mais se entregou,
Porque mais Te reconheceu nos outros
Porque a Ti buscou
A Ti achou
E a Ti se entregou
E nunca mais Te deixou...

Coloca à minha volta um jardim,
Onde brotem as mais belas flores
As flores que eu semeie no caminho...
Sim, torna-me um jardineiro,
Que cuide das rosas que colocas no meu caminho…

Mas, se achares que é demais,
assim um jardim
Dá-me um pequeno pedaço de terra
E sê em mim a Água viva
Que fará florir as sementes
Num pequeno vaso de barro
Neste pequeno pote partido
E molda-me,
molda-me como se fosses o Oleiro
E eu o barro,
a argila da terra
A mais tosca terra...

E porque das pedras podem surgir filhos
Toma-me como um Pedreiro...
Desenha em mim,
Com o cinzel do Teu Amor,
Uma pequena estátua
Mas que embora pequena,
Seja cada vez mais perfeita,
E vendo-a, Te possam louvar.

Como um pequeno grão de areia
Como uma pequena poeira
Faz-me Senhor.
Sou Teu, faz de mim o que queiras
Tudo quanto fizeres eu o aceito.
Transforma a minha vontade
De pródigo filho,
à Tua imagem...
Então poderei exclamar: sou feliz

No dia em que a noite não se seguir,
No Dia sem fim
Aí, possa louvar-te
Também sem fim.

Olha, desenrasca-Te...
Eu estou aqui, faz de mim o que queiras…

24 dezembro 2005

E eis que é Natal


De há mais de dois mil anos para cá, que é assim... todos os anos celebramos um aniversário muito especial: o de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Eis que na plenitude dos tempos, aprouve a Deus enviar o Seu Filho. Ele veio. Para nos salvar a todos. Mas muitas vezes somos fariseus que nos julgamos donos da salvação. Ele veio salvar-nos a todos. a todos...
Fez-se homem para nos endeusar...
Fez-se Menino para não podermos ter medo dele...
Fez-se pobre para que sejamos ricos...
Fez-se, em suma, pequeno para nos exaltar e nos dar a conhecer que o Seu amor por nós não tem limites e que não basta Deus encarnar, mas que Ele próprio, o Verbo de Deus, há-de ser suspenso numa cruz e de Ressuscitar.

A todos a Paz, a alegria e o Amor da família de Nazaré: que sejam derramados nos vossos corações.

14 dezembro 2005

Uma Pausa que nos transforma (II)

Isto de pausa continua a ter muito que se lhe diga. O tempo "rende" quando estamos numa pausa... outras vezes passa a correr! Sei lá onde é que a vida me vai levar... certamente não me levará sem mais... nem muito menos para onde eu não queira... isto se tiver os pés, como barco ancorado em porto seguro.
Às vezes não temos claro o que queremos fazer... andamos horas, dias e talvez meses à deriva... Será possível que também andemos anos?! Ao olhar para a vida sinto que não descobri ainda qual a o conteúdo desta caixa de surpresas...
Se tivermos um sonho para sermos felizes não temos de nos preocupar muito para realizar esse sonho desde que ele corresponda ao sonho que um Outro Alguém tem para nós... aí ele estará seguro, nós próprios estaremos seguros e apenas temos que nos deixar guiar por essa brisa suave que na nossa vida nos orienta constantemente, desde que nós deixemos. Que difícil é aceitar às vezes as mudanças de rumo na nossa vida!!! Em vão corremos... à meta que queremos não chegamos. Mas bem, "Chegamos, não chegamos?!/ pelo sonho é que vamos!", escreveu um poeta um dia. E a chegar... Estamos a chegar ao Natal. Mais do que vir agora, Ele vem ao nosso encontro, em cada homem e em cada tempo, para que o recebamos na fé e na caridade... Que difícil às vezes é vê-lo nos outros e fazer de cada dia natal e de cada Homem o Menino. Se é verdade que cada novo dia é como uma nova flor que desabrocha nas nossas mãos, então quero ter a alegria de saber tratar do meu jardim, de saber colher as flores e de as colocar no altar da vida, como oblação perfeita. Se a nossa vida não for um dom... de nada serve. Podemos ter muitas esperanças e muitas alegrias, mas serão efémeras e incumpridas se não estivermos abertos ao Dom.
Quando será o kairos que espero tão ardentemente?! É complicado... a dúvida assalta-me... já o aqui escrevi e é verdade... Estar disposto a arriscar às vezes não é tudo... Eu estou disposto e no entanto falta qualquer coisa! E que qualquer coisa... Não sei muito bem o quê, nem como mas que falta, falta. É fácil às vezes sermos felizes porque sentimos prazer no mal dos outros. Quantos felizes, mesmo se alguém está infeliz... Eu próprio posso fazer o mesmo, infelizmente.
Ai que "raio" de vida que nos volta de cabeça para baixo e não nos deixa endireitar...
Mas será que ha alguém que nao tenha problemas?! Não me parece... bem, mas temos sempre os amigos que nos podem ajudar... temos, não temos? Nós estivemos lá quando eles precisaram... e porque é que eles agora não estão? Apenas ficam uns poucos... o resto foge como a areia sacudida pelo vento, sem poder, ou melhor não querer, voltar...
Não invejo a sorte de quem é feliz... caminho também eu para a felicidade. Pelos espinhos, mas caminho e, corro para alcançar... não creio que seja fácil, não está a ser... mas há-de passar a tempestade e vir a bonança... custa um pouco quando se anda sem bússula nem caminho certo... mas se até o ouro se purifica no crisol, quanto mais?...
Luz terna suave, leva-me mais longe
E quando faltar apenas um passo para a Ti chegar
Mostra-me o Calor que aquece...
A Luz que não se apaga...
E é essa praia onde tenho de chegar
que me continua todos os dias a fazer navegar...
Na verdade, nem sempre foi como hoje que te peço
mas ao fim terei abrigo e acesso
Ao Teu porto seguro, á Tua plena luz...
Dá-me a Tua mão e não terei medo
Meus passos a andar hão-de ser firmes
se Tu me deres a mão...
Luz terna, suave no meio da noite...
Esta é a noite... Vai raiar nova madrugada...
Depois de um dia virá a noite, e da noite
virá o dia que não mais se apaga...
Na noite desta vida, com ténue luz acesa,
esperamos alegres
Maran-thá!

16 novembro 2005

1 Cor 1, 22-28



Os judeus pedem sinais e os gregos procuram a sabedoria; nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos. Mas, para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, Ele é o Messias, poder de Deus e sabedoria de Deus. A loucura de Deus é mais sábia do que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
Portanto, irmãos, vós que recebestes o chamamento de Deus, vede bem quem sois: entre vós não há muitos intelectuais, nem muitos poderosos, nem muitos da alta sociedade. Mas Deus escolheu o que é loucura no mundo, para confundir os sábios; e Deus escolheu o que é fraqueza no mundo, para confundir o que é forte. E aquilo que o mundo despreza, acha vil e diz que não tem valor, foi isso que Deus escolheu para destruir o que o mundo pensa que é importante.

15 novembro 2005

Uma pausa que nos transforma ( I )

Uma pausa num blog pode dever-se a vários motivos... podemos querer parar para pensarmos, não temos assunto para escrever... estamos de férias... sei lá... uma pausa na nossa própria vida. Eu na minha vida estou num momento de pausa. É um momento de reflexão prolongada para chegar a uma conclusão que te mostre qual o caminho a seguir... O blog que estás a ler podes vê-lo como uma grande pausa... em que deixo as minhas reflexões... algumas... para poder eu próprio pensá-las... de novo.
Pausa... vivemos a correr, nem sempre temos tempo para ela. Deliberadamente não fazemos nenhuma pausa. Quando paramos é sempre para fazer algo diferente daquilo que habitualmente estamos acostumados. Mas não para uma pausa. È algo abstracto, uma pausa. De facto não creio que eu próprio quisesse fazer uma pausa. Às vezes é bom que os outros decidam por nós... mesmo que erradamente, mas decidem e isso tira-nos responsabilidades “de cima”. Na verdade, esta pausa, começo a acreditar, vai transformar-me, aliás está a transformar-me. Não é por dizer que digo “vai transformar-me”. Digo-o para me lembrar a mim próprio que ela me vai mudar algumas coisas que não estão bem em mim.
É muito complicado mudar de hábitos, corrigir os errados e ver que nem sempre o que julgamos é o melhor, e que também estamos condicionados aos nossos horizontes, mesmo que pensemos que vemos mais longe. É inevitável... como a nossa envolvente física, cultural e material nos pode desviar... tantas vezes as nossas razões não são a razão que nos devia guiar.
Comigo acontece o mesmo... quantas vezes me julguei dono da razão e como vejo agora que ela esteve às vezes tão longe, e eu fui tão pobre. Não soube ser quem quero ser e cedi à circunstância, sem olhar mais além, pensando que sou dono da razão. Reconheço agora quantas e quantas vezes acabei por não ser também quem sou...
Há valores que na nossa vida são fundamentais. Na minha, a coerência e a verdade são essenciais... Isto em nome de um bem maior. Que possa dar a vida para ajudar os outros. Amar com um coração pequeno, mas amar de tal modo que a pequenez se inverta numa grandeza de sentimentos, que possa irradiar calor humano para todos os corações atribulados e frios que se aproximem de mim. Quem me dera ser a brisa que sopra no ar e que transforma tudo à sua passagem. Nada fica igual, as folhas caídas dançam num corrupio frenético, as que estão nas árvores da nossa existência abanam... as pessoas sentem a agradabilidade de uma mesma brisa; no calor uma sensação de frescura, no frio a quente sensação de um aconchego...
A pequenez e a simplicidade na nossa vida, creio não poderem estar dissociadas da alegria. Se não fores alegre e se andares sempre mal com todos, nunca poderás ser a brisa que queres. Mas não podemos esqueces o nosso auxílio. Aliás, como é possível que não possamos amar o outro...
Por hoje fica a curiosidade de uma pausa...

31 outubro 2005

O que aprendi na vida

Aprendi que ...
- não posso fazer com que alguém me ame, somente converter-me n’alguém que possa ser amado, o resto já depende dos outros;
- podem ser necessários para adquirir confiança, e apenas segundos para a destruir;
- o que importa verdadeiramente, na vida, não são as coisas que tenho ao redor, mas as pessoas;
- não posso comparar-me com o melhor que os outros fazem, somente com o melhor que eu posso fazer;
- há coisas que se podem fazer apenas num instante e causar dor para o resto da vida;
- é importante trabalhar para me tornar na pessoa que quero ser;
- posso chegar muito mais longe do que aquilo que julguei possível;
- os heróis são os que fazem aquilo de que estão convencidos, não obstante as consequências;
- o dinheiro é um péssimo indicador do valor de algo ou de alguém;
- com os amigos podemos fazer qualquer coisa ou nada e ter os melhores momentos;
- as pessoas que penso que me vão pisar, são por vezes, quando estou caído, as que me vão ajudar a levantar;
- em muitos momentos tenho o direito de estar chateado mas não o de ser cruel;
- a verdadeira amizade e o verdadeiro amor continuam a crescer apesar das distâncias;
- apesar de alguém não me amar como eu quereria, não significa que não me ame da sua maneira;
- a maturidade tem mais a ver com o número de experiências que se tiveram e com o que se aprendeu delas, do que com a idade;
- só porque duas pessoas discutem, não significa que não se amem e que por não discutiram não significa que se amem;
- existem muitos modos de se apaixonar e de permanecer apaixonado;
- independentemente das consequências, quando sou honesto comigo próprio, chego mais longe na vida;
- escrever ou falar pode aliviar a dor;
- os títulos na parede não nos convertem em bons seres humanos;
- as pessoas morrem depressa de mais;
- é muito difícil fixar os limites entre não ferir os sentimentos das outras pessoas e defender aquilo em que acredito;
- só quando me conheça e aceite a mim próprio, posso conhecer e aceitar os outros;
- a felicidade está dentro de mim e não nos outros;
- a felicidade acontece quando eu consigo consciencializar-me de quem sou e do que sou;
- não preciso da aprovação de todos e de ninguém, só tenho de me aprovar;
- comunicar, significa poder expressar claramente o que sinto e poder escutar o outro;
- uma relação sã e duradoura deve basear-se na verdade e na honestidade;
- dizer a verdade não é fácil, mas é a única forma de conservar o amor;
- hoje é o primeiro dia do resto da minha vida e é minha a decisão de desfrutar do único tesouro que tenho nas minhas mãos: o AGORA.

Autor desconhecido

Poesia


22-07-04

Se amar-te é para sempre meu castigo,
Não pudera eu outra sorte desejar,
Com quem meus lábios foram beijar!
Não fugirei pois de tal perigo...

Longo repouso quisera eu encontrar
Mas, quis a sorte, que sem demoras
Não tivesse mais… senão que amar
O doce amor das longas horas...

Preso por aquele que meu nome ousa chamar
Não o quis mais meu coração largar,
Deixar de suspirar, pelo ignoto, até então, amor

Foi da sorte a vida fadada com tal fulgor
Que nem a morte depois da vida puderam separar
Duas almas que na eterna vida se hão-de juntar.

E se o mundo acabasse amanhã?

A dúvida assalta-me... constantemente... chego a pensar que faz parte do meu existir o dúvidar!!! Duvido, logo existo!!! é curioso como a nossa vida se altera com as palavras dos outros... se alguém nos disser alguma coisa que seja positiva, a nossa vida parece caminhar nas nuvens, mas se alguém nos disser algo que nos entristeça, então, adeus nuvens, olá terra (!): a nossa vida parece entristecer-se com as palavras dos outros. As palavras, já não sou eu o único e o primeiro a dizê-lo, são como punhais: se quisermos podem matar... Quem dera pudessemos pegar na nossa vida e fazer dela o que quisessemos, sem olhar a meios, nem a fins... mas a vida é muito diferente daquilo que sonhamos um dia de luar: é a vida, em que nós somos nós... Mesmo que pensemos muito, não saímos do sítio... Mas fica esta pergunta: e se o mundo acabasse amanhã?

30 outubro 2005

Somos meros pensadores de uma realidade a que chamamos nossa...


Podemos pensar sempre que somos os melhores... que tudo na vida nos vai correr bem... que as pessoas são naturalmente boas... que nós próprios somos sempre bons... Podemos pensar milhares de coisas... podemos ainda interrogar-nos sobre milhões de coisas... Será que faz chuva ou faz sol? será que existem os e.t.'s? será que Deus existe? será que nós sabemos viver a vida?
Por vezes corremos o risco de sermos meros actores de um papel que nem sequer damos por conta... Às vezes sinto-me assim... Gostava de poder viver uma vida onde tivesse sempre uma palavra a dizer sobre o que gostava que acontecesse... mas afinal vivo a minha própria vida, a minha pobre vida como se... algumas coisas fossem as coisas mais importantes do mundo: e quando acordo para a realidade, descubro que não são... Depois de muito pensar chego a uma conclusão: somos seres animados pensantes!!!