10 dezembro 2008
A Palavra de hoje...
09 dezembro 2008
Mais do que palavras, uma Palavra: Jesus Cristo!
18 novembro 2008
O pobre da rua, ou eu nos meus dias
aquele pobre na rua
que pensava ser sua,
não tinha ninguém.
Acordava com o sol
que lhe iluminava o rosto
e lhe aquecia as mãos,
não tinha ninguém.
Comia se lhe davam,
fruto de uma tal caridade,
que diminuia com a idade,
não tinha ninguém.
Vagueava nessa rua,
pois não tinha mais nada,
mas ela não estava fechada,
não tinha ninguém.
Passavam por ele e não olhavam,
e, desviando a cara, negavam
a solitária cruz no seu calvário.
Não tinha ninguém.
E, dia após dia, foi ficando
fazendo parte daquela rua
a única que era sua.
Não tinha ninguém.
E também o Calvário era seu
como noutrora a solitária cruz
de um certo desconhecido Jesus.
Não tinha ninguém.
Até que, um dia, morreu,
mas a ruanão foi ao seu funeral;
a sua presença era habitual, mas banal.
Não tinha ninguém.
Aquele pobre desapareceu,
e ninguém se apercebeu,
a não ser Aquele Deus nascido em Belém:
afinal sempre teve Alguém.
28/10/2008
17 novembro 2008
30 setembro 2008
O meu Deus
28 setembro 2008
Novos... Mais... Menos...
19 setembro 2008
Sl 141 (142)
em alta voz imploro o Senhor.
Ponho diante d’Ele a minha aflição, *
diante d’Ele descubro a minha angústia.
Quando me desfalece o ânimo, *
Vós conheceis o meu caminho.
Na senda que vou trilhando, *
esconderam um laço.
Olhai à direita e vede: *
não há quem se interesse por mim.
Não encontro refúgio, *
não há quem olhe pela minha vida.
Clamei por Vós, Senhor; *
disse: Sois o meu abrigo, †
a minha herança na terra dos vivos.
Atendei o meu clamor: *
estou reduzido à miséria.
Livrai-me dos meus perseguidores: *
eles são mais fortes do que eu.
Tirai-me desta prisão *
e darei graças ao vosso nome.
Os justos hão-de rodear-me, *
pelo bem que me fizestes.
23 agosto 2008
Senhor eu creio...

Também eu creio que Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo, presente agora e para além do tempo e do espaço, no meio de nós e que por nós deste a vida, por Amor, e por amor me quero entregar a Ti, entregando-me aos irmãos. Perdoa tantas e tantas vezes que não tenho a coragem de por palavras e por obras testemunhar esse Amor que derramas-Te no sopro de vida que me deste. Aceita mesmo assim a fraqueza das minhas pobres palavras e das minhas grandes quedas. Toma as minhas mãos e faz delas as Tuas próprias mãos. Amen.
16 agosto 2008
À sorte...
Quem a Deus tem, nada lhe falta...
21 julho 2008
In manus Tuas... En Tus manos...
¡Oh Padre!, hoy queremos alabarte y glorificarte por tu infinita misericordia, misericordia que te hace paciente y comprensivo con nuestras maldades, fracasos, desánimos, dudas y rebeldías. Danos un corazón misericordioso, para que sepamos ser pacientes y comprensivos con los demás y con nosotros mismos. En tus manos, Padre, colocamos el bien que has sembrado en nosotros y que, con paciencia y a duras penas, va fructificando en nuestras vidas. Toma también en tus manos las gavillas de nuestro egoísmo, de nuestra indiferencia, de nuestra injusticia, de nuestra soberbia y arrogancia, y quémalas con el fuego de tu infinita bondad. Bendito seas Señor! – Amén.
13 julho 2008
E nós a quem iremos?

Quando nos sentimos sós, a quem iremos?
Quando na noite da nossa vida apenas encontramos o ocaso do sol poente, a quem iremos?
Se nos sentirmos cansados, tristes e sós, a quem iremos Senhor?
Se for grande a nossa sede, e profundo o poço donde brota a água?
Se for grande a nossa dúvida e pequena a nossa fé,mesmo assim, a quem iremos?
Se maior que o nosso amor, for o egoísmo que por dentro nos sufoque, a quem iremos?
Senhor, se mesmo procurando Te não quisermos encontrar, a quem?
Mata, Senhor, a nossa fome a nossa sede,
ilumina a nossa mente,
uma fé a arder cá dentro nos concede,
amor que jamais se extinga,
manhã nunca acabada,
tarde que jamais chegue ao ocaso,
noite que se desfaça pela Luz da madrugada,
dia que em nós comece,
onde a Luz jamais fenece...
Diz pois uma palavra,
e a Tua Palavra será meta,
e Vida...
Só Tu tens palavras que nos dão vida!!!
11 julho 2008
No final de mais um dia...
05 julho 2008
"Espelho"
02 julho 2008
Sic transit gloria mundi, hic transit gloria nostra!
Novidades no meio académico. Assim noticia a Ecclesia.pt.
26 junho 2008
[Deus]

18 junho 2008
Quase de férias...
06 junho 2008
Viva a Vida!!!
Como partilha neste dia, gostava de pedir a todos os que por aqui ides passando que comigo agradecesseis ao Senhor o dom da minha vida. Há 22 anos em Coimbra nascia um bébé prematuro de 7 meses, com um peso que o obrigou a permanecer um mês na encubadora... Na altura colocou em risco a mãe, e ele próprio parecia correr riscos...Hoje é este que vós conheceis... O peso modificou-se, as dificuldades foram ultrapassadas. Rezai também pelas minhas imperfeições, que são muitas, e com a vossa amizade e oração conto vencê-las. Obrigado meu Deus pela vida, pela minha família, pelos meus amigos, por tanta gente que me rodeia cada dia...
02 junho 2008
31 maio 2008
"Contemplari et contemplata aliis tradere"
As palavras que hoje te digo, grava-as no teu coração, na tua alma, ata-as à mão como um sinal e sejam como um frontal diante dos teus olhos, assim começa a leitura que hoje escutamos do livro do Deuteronómio. E mais, Deus diz-nos que seguir os seus mandamentos é fonte de bênçãos. Não podia ser de outro modo. Quem segue a Palavra do Senhor não se engana, nunca se verá desamparado. Mas pode enganar-se. Podemos enganar-nos. Umas vezes porque não temos claro que Jesus Cristo é para nós a Rocha onde podemos construir sem medo, porque nenhuma tempestade nos pode abalar. Outras vezes, porque mesmo sabendo, nos deixamos levar por caminhos mais fáceis, por atalhos.
Mas tende coragem e animai-vos vós todos os que esperais no Senhor, faz-nos cantar o salmo, porque não serão confundidos os que Nele esperam. Os nossos conhecidos, vizinhos, amigos, parentes, irmãos, até o pai e a mãe, nos poderão desiludir, mas não o Senhor. Ele é para sempre o nosso refúgio. E pela Sua justiça nos há-de salvar. Não é esta justiça a nossa. Se fosse seria o céu na terra. A Sua justiça é aquela que vê mesmo aquilo que nenhum de nós é capaz de ver. Mas podemos pedir a Sua justiça. Paulo na 2ª leitura diz aos Romanos que a justiça de Deus vem pela fé em Jesus, ora esta fé não é senão o conhecer uma pessoa que tem um rosto e viver da vida dessa pessoa: esta pessoa é Jesus Cristo, é o rosto de Deus, que Se mostra assim à humanidade. Um Deus que de graça nos salva, um Deus que nos dá o Seu Filho e pelo Seu sacrifício na Cruz obtém para cada um de nós, manifestando assim a Sua justiça. Diferente da nossa. Foi O Justo que pagou por cada um de nós, pecadores. Não podemos compreender totalmente esta dádiva. Sabemos que vivemos dela, mas não a conhecemos senão pela experiência que somos chamados a fazer. Vivendo cada dia mais e melhor como imagens de Deus, com os seus ensinamentos como Luz, aí então sim, estaremos a abrir caminho para chegarmos a compreender este Deus, que Se fez um de nós, que entregou o Seu Filho, e que nos convida a sermos, cada um de nós, essa oferta para os outros.
Poderão porventura muitos achar louca esta lógica dos cristãos. Esta não é a forma de vida da nossa sociedade. Mas há-de ser cada um de nós a marcar a diferença. A fazer a vontade do Pai que está nos céus. E que vontade é essa? É que permaneçamos unidos a Cristo, como a os ramos à videira, para que demos fruto abundante. Assim, ouvindo as Suas palavras e pondo-as em prática, somos os construtores de algo novo: poderão soprar os ventos, as tempestades, tremer a terra, mas a nossa construção permanecerá. Está fundada em Jesus Cristo, na Sua Palavra, a Palavra de Deus. Não construir sobre a Rocha, a Pedra Angular que é Jesus Cristo, é como construir na areia, sem fundamentos. E a casa cairá ao mínimo sopro de vento. Não bastam as palavras. Nem mesmo falar em Seu nome. É preciso dispormo-nos a viver segundo a Sua vontade, e não de acordo com as nossas conveniências.
Cristo hoje de novo nos diz: coloco diante de ti o bem e o mal. Escolhe o bem e viverás. Porque nem todo o que Lhe diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus. Apenas aqueles que souberem praticar desde já a justiça de Deus, e não a iniquidade. Eu quero a misericórdia mais que todos os sacrifícios – diz o Senhor. Aprendamos do Senhor que é manso e humilde de coração. O Seu jugo é suave. A Sua carga é leve. Que o Senhor abra os nossos corações à Sua Palavra, para que a vivamos em actos e na verdade.
12 maio 2008
So you ask me why I love my Lord Jesus?
You ask me why I follow this Jesus?
Why I love Him the way I do?
When the world's turned away from His theachings
and the people who serve Him are few.
It's not the rewards I'm after
or gifts that I hope to receive.
It's the Presence that calls for commitment
It's the Spirit I trust and believe.
The Lord doesn't shelter His faithful
Or spare them all suffering and pain;
like everyone else I have burdens,
and walk trought my share of rain.
Yet He gives me a plan and a purpose,
and that joy only Christians have known,
I never know what comes tomorrow,
But I do know I'm never alone.
It's the love always there when you need it;
It's the words that redeem and inspire,
It's the longing to ever be with Him
that burns in my heart like a fire.
So you ask why I love my Lord Jesus?
Well, friend, that's so easy to see,
but the one thing that fills me with wonder is
why Jesus loves someone like me.
Autor desconhecido.
29 abril 2008
"Deus é Luz e n'Ele não há trevas"
28 abril 2008
«E vós também dareis testemunho de Mim»
Cada vez que rezo este hino sinto-me aproximar do verdadeiro sentido da Páscoa. Ela foi de Um e é para todos… Partilho nesta tarde pascal, convosco, um pedacinho da oração de toda a Igreja, e que pode ajudar-vos, como a mim, a continuar, como Jesus quis, e nos diz de novo hoje, para darmos testemunho d’Ele, pelo Espírito que habita em nós.
Percorrei os caminhos do mundo
Ao encontro de Cristo Pascal
E cantai aleluias de festa
E comei do banquete imortal.
Vinde, pobres, entrai rejeitados,
Aceitai o convite do Pai.
Vinde todos, humildes da terra,
Exultai com Jesus, exultai.
Este o dia em que exulta a Igreja,
Como Esposa de Cristo Jesus;
Este o dia das núpcias de Cristo:
Ele desce do trono da Cruz.
Vinde, vós os exaustos da guerra.
Vinde, vós os obreiros da paz.
Rasga a noite uma luz fulgurante,
Surge Cristo que a força vos traz.
Glória ao Pai e a seu Filho, Jesus.
Glória ao Espírito, excelso Fulgor.
Salvação para todos os homens:
Que eles vejam a luz do Senhor!
22 abril 2008
Miss Solidão?!
Concordo com o início da letra.
Eu e ela somos um.
Procuro-a porque talvez ela tenha as respostas do momento presente.
Interrogo-a porque ao menos com ela posso falar.
Com ela posso pensar, e ouvir a minha própria voz,
dando espaço para que nas respostas que ela não me dá eu possa encontrar-me.
Mas até as palavras escasseiam... estou sem voz.
Faz-me pensar no entanto como é possível de repente vermo-nos sozinhos mesmo rodeados por tanta gente?! Enfim... a vida tem destas coisas.
Claro, existe Alguém que nunca nos abandona. Agradeço-Te por isso.
16 abril 2008
Um episódio que foi (quase) assim...

Deve ter sido por voltas de meio dia.
Sim, mais ou menos por essa hora.
Não é que andava a passear a livraria
e de repente lá passa uma senhora,
que assim sem mais nem porquê,
manda destas logo ao ar:
- vêm para aqui a passear, em vez de virem ler.
E de novo continuou, por trás dos seus óculos D&G,
a procurar, talvez, livros para estudar.
Ler, lhe respondi, mas ler o quê?
Tudo escreve mas não sabe porquê.
Se soubessem mas era passear, rir e viver,
depois haviam de escrever, mas sem errar,
que quem não viveu a passear,
fora melhor que ao nascer quisesse morrer.
15 abril 2008
Uma oração
Faz-me compreender o ocaso de cada dia,
o brilho das estrelas em cada noite,
e de novo o amanhecer,
até ao dia da Ressurreição.
05 março 2008
"Suportai os fardos uns dos outros"
Prions pour les chrétiens issus des traditions ecclésiales remontant aux premiers siècles, comme pour les nouveaux chrétiens.
Prions pour leur unité, comme pour la nôtre.
Prions pour que dans ces lieux de tensions et de souffrance, les chrétiens et les Eglises discernent leur rôle et reçoivent la force de l’assumer.
Prions et agissons pour que la pauvreté et la désagrégation sociopolitique n’ajoutent pas de la violence à la violence.
Prions et agissons pour que la liberté de conscience et de culte soit vraiment respectée dans tous les pays.
Puisse la paix du Christ être ainsi au service de la paix dans la diversité de notre monde.
Puisse la communion de l’Eglise universelle servir un peu plus la fraternité humaine.http://www.cef.fr/catho/espacepresse/communiques/2008/20080302passion.pdf
04 março 2008
Génesis!
27 fevereiro 2008
Um brinde espirituoso ao mistério que é a vida!
22 fevereiro 2008
Paixão por Cristo, paixão pela humanidade, vividas em comunidade
Nós cremos que a comunidade, dom do Espírito, afirma o primado de Deus e o seu Reino, porque é o lugar do encontro com Cristo que nos escolheu e reuniu, e nos dá a graça de responder ao seu amor, vivendo uma fraternidade autêntica, alegre e legível.
Nós cremos que a comunidade é uma verdadeira escola que conduz a um processo de conversão do eu ao nós, suscitando a paixão pelo encontro e o gosto de ser feliz juntos.
Nós cremos que a comunidade é escola de relação, na qual se tecem pacientemente os laços com o outro, pondo em comum os recursos, as dificuldades e as fragilidades de cada um. A força da relação constrói comunhão e a unidade cria-se integrando as diferenças. Nós cremos que a comunidade é escola de reconciliação e perdão. [...] Nós cremos que a comunidade é escola de hospitalidade, para dar espaço a Deus e aos outros, e escutar o grito dos excluídos [...] Nós cremos que uma comunidade evangelizada é chamada a evangelizar.
20 fevereiro 2008
Dar a vida...

10 fevereiro 2008
Um retiro...
29 janeiro 2008
Uma página de um diário...
24 janeiro 2008
Uma questão oportuna...
09 janeiro 2008
Um rosto de Jesus Cristo hoje
“Na plenitude dos tempos, aprouve a Deus […] enviar o Seu Filho para nos tornar participantes da natureza divina”, por isso fez-Se homem, como os homens, assumiu na Sua divindade a nossa humanidade. Baixou à nossa condição finita, para nos abrir “a porta” para a Sua transcendência. Da Sua vida mortal recordamos sempre que passou fazendo o bem, socorrendo todos os que necessitavam, curando todas as enfermidades, do corpo e do espírito. Antes de sofrer a morte por nós, para nos restituir à vida divina, pois é, com efeito, na Sua Morte e Ressurreição que nos introduz na vida divina, fez-Se alimento por nós. Quis permanecer na espécie do Pão e do Vinho, na Eucaristia, que deixou aos Seus com o mandato de a celebrarem em Sua memória. Não deixou grandes exigências, pediu apenas que como Ele fez, fizéssemos também. O testemunho com que hão-de reconhecer que O seguimos é o amor que temos uns para com os outros, amando-nos como Ele nos amou. “E sabemos que O amamos se nos amamos uns aos outros”.
O dar a vida por todos e cada um de nós constitui o centro de toda a jornada de Jesus Cristo no meio de nós. Centro pela importância inigualável de um Deus, o Único Deus, que não bastando ainda a humilhação de Se fazer da mesma condição, aceita dar a Sua vida para nos libertar das nossas imperfeições, para mostrar a certeza de que a vida eterna começa já. Se o rosto de um Cristo que sofreu por nós, derramando o Seu sangue até à ultima gota nos impressiona, mais nos faz pensar a realidade gloriosa da Sua Ressurreição. Ressurreição que é para nós garantia da nossa mesma ressurreição, certeza da vida eterna, do amor de Deus para connosco, mas à qual acedemos apenas pela fé. Cristo Ressuscitado passou pela Cruz, pela Morte, mas venceu. A Sua vitória é mais, é a vitória do Seu amor sobre o mal no mundo, sobre o nosso pecado, sobre a nossa infelicidade. A claridade e o brilho do Seu rosto glorioso são o de Alguém que triunfa de tudo aquilo que nós sozinhos não conseguiríamos nunca vencer. O Seu esplendor passa a mostrar aquilo que nós esperávamos sem certeza, mas que n’Ele temos por certo: o viver eternamente no Amor que é Deus. Um Amor tão grande que O leva a “transbordar” ao ponto de Se entregar por cada um, pela Sua Criação. Mas o Seu rosto é já glorioso, está já liberto daquilo que é finito, é o rosto de um homem que vive já a plenitude da vida divina. É inevitável o contraste entre a Luz e as sombras. O Seu rosto é Luz e n’Ele não há trevas. Mas também o mundo e a nossa realidade desde então gozam deste início da vida eterna, deste início da Páscoa de todos e de toda a Criação.
Assim, Ele mostra-Se hoje de novo no calvário daqueles que sofrem injustiças, daqueles que não são felizes, de todos quantos cometemos faltas, de tudo o que se deixa submeter ao mal e ao pecado. Como O ignorar no preso, no doente, numa criança desprotegida, num vagabundo, num abandonado, naquele que é perseguido, em quantos são mortos sem razão, no que vive a guerra sem culpa, em tantos homens e tantas mulheres que desesperam nas suas vidas?! Ele está aí. Hoje esse é o Seu Rosto de Cristo sofredor.
Mas de tudo isto Ele triunfou, sabemos que tudo isto teve tem e terá solução em Deus. a Ressurreição de Jesus Cristo é a vitória sobre tudo isto, a prova determinante do poder de Deus sobre tudo e todos. Por isso o Seu rosto é um rosto já glorioso, que vemos mais facilmente nas situações agradáveis. Ele está ressuscitado em quantos vivem e amam a vida, em quantos são felizes, em quantos lutam pela justiça, pela verdade, dão a vida pelos seus semelhantes, em quantos salvam os que sofrem, no sorriso das crianças, mas também nas lágrimas de felicidade dos adultos... a Sua ressurreição abriu caminho a tudo isto, e começou o fim de tudo o que pesa sobre nós e sobre toda a criação.
O Seu rosto é também hoje a Igreja. A Igreja continua visivelmente aquelas acções de libertação, salvação, cura, reintegração que Jesus Cristo, Ele mesmo, fez na Sua jornada terrena. Sacramentalmente está presente na Eucaristia, que a Igreja, a comunidade dos crentes, celebra, ao mesmo tempo que ela nasce continuamente da Eucaristia, pois ninguém dá o que não tem... Se tantas vezes, porque homens e mulheres de condição finita, não fazemos o que Ele fez, é aí de novo que Ele se mostra crucificado, foi por isso que Ele deu a vida...
Veio a primeira vez na humildade da natureza humana, e de novo vem em cada Homem e em cada tempo, para que de novo O acolhamos nas nossas vidas, tão realmente como na Eucaristia. Onde dois ou três continuam a rezar, Ele vem. Quando se repõe a paz, o amor e a justiça, Ele está. No mais pequeno gesto de doação, Ele dá de novo a vida.Na simplicidade de um olhar puro, mostra-Se de novo ressuscitado como depois da Páscoa aos discípulos. No amor verdadeiro com que deixamos inundar os nossos corações, Ele continua presente para sempre, e faz de nós morada de Deus. O mesmo Deus que continua a amar tanto a Sua criatura, que nunca a abandona, e continuamente a chama para que O conheça e se saiba amada por Ele.
Eis o rosto de Jesus Cristo hoje: um rosto do Deus Amor, que não pode senão amar.