19 janeiro 2009
10 janeiro 2009
05 janeiro 2009
Epifania... A palavra de Deus hoje
10 dezembro 2008
A Palavra de hoje...
09 dezembro 2008
Mais do que palavras, uma Palavra: Jesus Cristo!
18 novembro 2008
O pobre da rua, ou eu nos meus dias
aquele pobre na rua
que pensava ser sua,
não tinha ninguém.
Acordava com o sol
que lhe iluminava o rosto
e lhe aquecia as mãos,
não tinha ninguém.
Comia se lhe davam,
fruto de uma tal caridade,
que diminuia com a idade,
não tinha ninguém.
Vagueava nessa rua,
pois não tinha mais nada,
mas ela não estava fechada,
não tinha ninguém.
Passavam por ele e não olhavam,
e, desviando a cara, negavam
a solitária cruz no seu calvário.
Não tinha ninguém.
E, dia após dia, foi ficando
fazendo parte daquela rua
a única que era sua.
Não tinha ninguém.
E também o Calvário era seu
como noutrora a solitária cruz
de um certo desconhecido Jesus.
Não tinha ninguém.
Até que, um dia, morreu,
mas a ruanão foi ao seu funeral;
a sua presença era habitual, mas banal.
Não tinha ninguém.
Aquele pobre desapareceu,
e ninguém se apercebeu,
a não ser Aquele Deus nascido em Belém:
afinal sempre teve Alguém.
28/10/2008
17 novembro 2008
30 setembro 2008
O meu Deus
28 setembro 2008
Novos... Mais... Menos...
19 setembro 2008
Sl 141 (142)
em alta voz imploro o Senhor.
Ponho diante d’Ele a minha aflição, *
diante d’Ele descubro a minha angústia.
Quando me desfalece o ânimo, *
Vós conheceis o meu caminho.
Na senda que vou trilhando, *
esconderam um laço.
Olhai à direita e vede: *
não há quem se interesse por mim.
Não encontro refúgio, *
não há quem olhe pela minha vida.
Clamei por Vós, Senhor; *
disse: Sois o meu abrigo, †
a minha herança na terra dos vivos.
Atendei o meu clamor: *
estou reduzido à miséria.
Livrai-me dos meus perseguidores: *
eles são mais fortes do que eu.
Tirai-me desta prisão *
e darei graças ao vosso nome.
Os justos hão-de rodear-me, *
pelo bem que me fizestes.
23 agosto 2008
Senhor eu creio...

Também eu creio que Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo, presente agora e para além do tempo e do espaço, no meio de nós e que por nós deste a vida, por Amor, e por amor me quero entregar a Ti, entregando-me aos irmãos. Perdoa tantas e tantas vezes que não tenho a coragem de por palavras e por obras testemunhar esse Amor que derramas-Te no sopro de vida que me deste. Aceita mesmo assim a fraqueza das minhas pobres palavras e das minhas grandes quedas. Toma as minhas mãos e faz delas as Tuas próprias mãos. Amen.
16 agosto 2008
À sorte...
Quem a Deus tem, nada lhe falta...
21 julho 2008
In manus Tuas... En Tus manos...
¡Oh Padre!, hoy queremos alabarte y glorificarte por tu infinita misericordia, misericordia que te hace paciente y comprensivo con nuestras maldades, fracasos, desánimos, dudas y rebeldías. Danos un corazón misericordioso, para que sepamos ser pacientes y comprensivos con los demás y con nosotros mismos. En tus manos, Padre, colocamos el bien que has sembrado en nosotros y que, con paciencia y a duras penas, va fructificando en nuestras vidas. Toma también en tus manos las gavillas de nuestro egoísmo, de nuestra indiferencia, de nuestra injusticia, de nuestra soberbia y arrogancia, y quémalas con el fuego de tu infinita bondad. Bendito seas Señor! – Amén.
13 julho 2008
E nós a quem iremos?
No meio de tantas coisas, Senhor, a quem iremos?Quando nos sentimos sós, a quem iremos?
Quando na noite da nossa vida apenas encontramos o ocaso do sol poente, a quem iremos?
Se nos sentirmos cansados, tristes e sós, a quem iremos Senhor?
Se for grande a nossa sede, e profundo o poço donde brota a água?
Se for grande a nossa dúvida e pequena a nossa fé,mesmo assim, a quem iremos?
Se maior que o nosso amor, for o egoísmo que por dentro nos sufoque, a quem iremos?
Senhor, se mesmo procurando Te não quisermos encontrar, a quem?
Mata, Senhor, a nossa fome a nossa sede,
ilumina a nossa mente,
uma fé a arder cá dentro nos concede,
amor que jamais se extinga,
manhã nunca acabada,
tarde que jamais chegue ao ocaso,
noite que se desfaça pela Luz da madrugada,
dia que em nós comece,
onde a Luz jamais fenece...
Diz pois uma palavra,
e a Tua Palavra será meta,
e Vida...
Só Tu tens palavras que nos dão vida!!!
11 julho 2008
No final de mais um dia...
05 julho 2008
"Espelho"
02 julho 2008
Sic transit gloria mundi, hic transit gloria nostra!
Novidades no meio académico. Assim noticia a Ecclesia.pt.
26 junho 2008
[Deus]

18 junho 2008
Quase de férias...
06 junho 2008
Viva a Vida!!!
Como partilha neste dia, gostava de pedir a todos os que por aqui ides passando que comigo agradecesseis ao Senhor o dom da minha vida. Há 22 anos em Coimbra nascia um bébé prematuro de 7 meses, com um peso que o obrigou a permanecer um mês na encubadora... Na altura colocou em risco a mãe, e ele próprio parecia correr riscos...Hoje é este que vós conheceis... O peso modificou-se, as dificuldades foram ultrapassadas. Rezai também pelas minhas imperfeições, que são muitas, e com a vossa amizade e oração conto vencê-las. Obrigado meu Deus pela vida, pela minha família, pelos meus amigos, por tanta gente que me rodeia cada dia...
02 junho 2008
31 maio 2008
"Contemplari et contemplata aliis tradere"
As palavras que hoje te digo, grava-as no teu coração, na tua alma, ata-as à mão como um sinal e sejam como um frontal diante dos teus olhos, assim começa a leitura que hoje escutamos do livro do Deuteronómio. E mais, Deus diz-nos que seguir os seus mandamentos é fonte de bênçãos. Não podia ser de outro modo. Quem segue a Palavra do Senhor não se engana, nunca se verá desamparado. Mas pode enganar-se. Podemos enganar-nos. Umas vezes porque não temos claro que Jesus Cristo é para nós a Rocha onde podemos construir sem medo, porque nenhuma tempestade nos pode abalar. Outras vezes, porque mesmo sabendo, nos deixamos levar por caminhos mais fáceis, por atalhos.
Mas tende coragem e animai-vos vós todos os que esperais no Senhor, faz-nos cantar o salmo, porque não serão confundidos os que Nele esperam. Os nossos conhecidos, vizinhos, amigos, parentes, irmãos, até o pai e a mãe, nos poderão desiludir, mas não o Senhor. Ele é para sempre o nosso refúgio. E pela Sua justiça nos há-de salvar. Não é esta justiça a nossa. Se fosse seria o céu na terra. A Sua justiça é aquela que vê mesmo aquilo que nenhum de nós é capaz de ver. Mas podemos pedir a Sua justiça. Paulo na 2ª leitura diz aos Romanos que a justiça de Deus vem pela fé em Jesus, ora esta fé não é senão o conhecer uma pessoa que tem um rosto e viver da vida dessa pessoa: esta pessoa é Jesus Cristo, é o rosto de Deus, que Se mostra assim à humanidade. Um Deus que de graça nos salva, um Deus que nos dá o Seu Filho e pelo Seu sacrifício na Cruz obtém para cada um de nós, manifestando assim a Sua justiça. Diferente da nossa. Foi O Justo que pagou por cada um de nós, pecadores. Não podemos compreender totalmente esta dádiva. Sabemos que vivemos dela, mas não a conhecemos senão pela experiência que somos chamados a fazer. Vivendo cada dia mais e melhor como imagens de Deus, com os seus ensinamentos como Luz, aí então sim, estaremos a abrir caminho para chegarmos a compreender este Deus, que Se fez um de nós, que entregou o Seu Filho, e que nos convida a sermos, cada um de nós, essa oferta para os outros.
Poderão porventura muitos achar louca esta lógica dos cristãos. Esta não é a forma de vida da nossa sociedade. Mas há-de ser cada um de nós a marcar a diferença. A fazer a vontade do Pai que está nos céus. E que vontade é essa? É que permaneçamos unidos a Cristo, como a os ramos à videira, para que demos fruto abundante. Assim, ouvindo as Suas palavras e pondo-as em prática, somos os construtores de algo novo: poderão soprar os ventos, as tempestades, tremer a terra, mas a nossa construção permanecerá. Está fundada em Jesus Cristo, na Sua Palavra, a Palavra de Deus. Não construir sobre a Rocha, a Pedra Angular que é Jesus Cristo, é como construir na areia, sem fundamentos. E a casa cairá ao mínimo sopro de vento. Não bastam as palavras. Nem mesmo falar em Seu nome. É preciso dispormo-nos a viver segundo a Sua vontade, e não de acordo com as nossas conveniências.
Cristo hoje de novo nos diz: coloco diante de ti o bem e o mal. Escolhe o bem e viverás. Porque nem todo o que Lhe diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus. Apenas aqueles que souberem praticar desde já a justiça de Deus, e não a iniquidade. Eu quero a misericórdia mais que todos os sacrifícios – diz o Senhor. Aprendamos do Senhor que é manso e humilde de coração. O Seu jugo é suave. A Sua carga é leve. Que o Senhor abra os nossos corações à Sua Palavra, para que a vivamos em actos e na verdade.
12 maio 2008
So you ask me why I love my Lord Jesus?
You ask me why I follow this Jesus?
Why I love Him the way I do?
When the world's turned away from His theachings
and the people who serve Him are few.
It's not the rewards I'm after
or gifts that I hope to receive.
It's the Presence that calls for commitment
It's the Spirit I trust and believe.
The Lord doesn't shelter His faithful
Or spare them all suffering and pain;
like everyone else I have burdens,
and walk trought my share of rain.
Yet He gives me a plan and a purpose,
and that joy only Christians have known,
I never know what comes tomorrow,
But I do know I'm never alone.
It's the love always there when you need it;
It's the words that redeem and inspire,
It's the longing to ever be with Him
that burns in my heart like a fire.
So you ask why I love my Lord Jesus?
Well, friend, that's so easy to see,
but the one thing that fills me with wonder is
why Jesus loves someone like me.
Autor desconhecido.
29 abril 2008
"Deus é Luz e n'Ele não há trevas"
28 abril 2008
«E vós também dareis testemunho de Mim»
Cada vez que rezo este hino sinto-me aproximar do verdadeiro sentido da Páscoa. Ela foi de Um e é para todos… Partilho nesta tarde pascal, convosco, um pedacinho da oração de toda a Igreja, e que pode ajudar-vos, como a mim, a continuar, como Jesus quis, e nos diz de novo hoje, para darmos testemunho d’Ele, pelo Espírito que habita em nós.
Percorrei os caminhos do mundo
Ao encontro de Cristo Pascal
E cantai aleluias de festa
E comei do banquete imortal.
Vinde, pobres, entrai rejeitados,
Aceitai o convite do Pai.
Vinde todos, humildes da terra,
Exultai com Jesus, exultai.
Este o dia em que exulta a Igreja,
Como Esposa de Cristo Jesus;
Este o dia das núpcias de Cristo:
Ele desce do trono da Cruz.
Vinde, vós os exaustos da guerra.
Vinde, vós os obreiros da paz.
Rasga a noite uma luz fulgurante,
Surge Cristo que a força vos traz.
Glória ao Pai e a seu Filho, Jesus.
Glória ao Espírito, excelso Fulgor.
Salvação para todos os homens:
Que eles vejam a luz do Senhor!
22 abril 2008
Miss Solidão?!
Concordo com o início da letra.
Eu e ela somos um.
Procuro-a porque talvez ela tenha as respostas do momento presente.
Interrogo-a porque ao menos com ela posso falar.
Com ela posso pensar, e ouvir a minha própria voz,
dando espaço para que nas respostas que ela não me dá eu possa encontrar-me.
Mas até as palavras escasseiam... estou sem voz.
Faz-me pensar no entanto como é possível de repente vermo-nos sozinhos mesmo rodeados por tanta gente?! Enfim... a vida tem destas coisas.
Claro, existe Alguém que nunca nos abandona. Agradeço-Te por isso.
16 abril 2008
Um episódio que foi (quase) assim...

Deve ter sido por voltas de meio dia.
Sim, mais ou menos por essa hora.
Não é que andava a passear a livraria
e de repente lá passa uma senhora,
que assim sem mais nem porquê,
manda destas logo ao ar:
- vêm para aqui a passear, em vez de virem ler.
E de novo continuou, por trás dos seus óculos D&G,
a procurar, talvez, livros para estudar.
Ler, lhe respondi, mas ler o quê?
Tudo escreve mas não sabe porquê.
Se soubessem mas era passear, rir e viver,
depois haviam de escrever, mas sem errar,
que quem não viveu a passear,
fora melhor que ao nascer quisesse morrer.
15 abril 2008
Uma oração
Faz-me compreender o ocaso de cada dia,
o brilho das estrelas em cada noite,
e de novo o amanhecer,
até ao dia da Ressurreição.
05 março 2008
"Suportai os fardos uns dos outros"
Prions pour les chrétiens issus des traditions ecclésiales remontant aux premiers siècles, comme pour les nouveaux chrétiens.
Prions pour leur unité, comme pour la nôtre.
Prions pour que dans ces lieux de tensions et de souffrance, les chrétiens et les Eglises discernent leur rôle et reçoivent la force de l’assumer.
Prions et agissons pour que la pauvreté et la désagrégation sociopolitique n’ajoutent pas de la violence à la violence.
Prions et agissons pour que la liberté de conscience et de culte soit vraiment respectée dans tous les pays.
Puisse la paix du Christ être ainsi au service de la paix dans la diversité de notre monde.
Puisse la communion de l’Eglise universelle servir un peu plus la fraternité humaine.http://www.cef.fr/catho/espacepresse/communiques/2008/20080302passion.pdf
04 março 2008
Génesis!
27 fevereiro 2008
Um brinde espirituoso ao mistério que é a vida!
22 fevereiro 2008
Paixão por Cristo, paixão pela humanidade, vividas em comunidade
Nós cremos que a comunidade, dom do Espírito, afirma o primado de Deus e o seu Reino, porque é o lugar do encontro com Cristo que nos escolheu e reuniu, e nos dá a graça de responder ao seu amor, vivendo uma fraternidade autêntica, alegre e legível.
Nós cremos que a comunidade é uma verdadeira escola que conduz a um processo de conversão do eu ao nós, suscitando a paixão pelo encontro e o gosto de ser feliz juntos.
Nós cremos que a comunidade é escola de relação, na qual se tecem pacientemente os laços com o outro, pondo em comum os recursos, as dificuldades e as fragilidades de cada um. A força da relação constrói comunhão e a unidade cria-se integrando as diferenças. Nós cremos que a comunidade é escola de reconciliação e perdão. [...] Nós cremos que a comunidade é escola de hospitalidade, para dar espaço a Deus e aos outros, e escutar o grito dos excluídos [...] Nós cremos que uma comunidade evangelizada é chamada a evangelizar.
20 fevereiro 2008
Dar a vida...

10 fevereiro 2008
Um retiro...
29 janeiro 2008
Uma página de um diário...
24 janeiro 2008
Uma questão oportuna...
09 janeiro 2008
Um rosto de Jesus Cristo hoje
“Na plenitude dos tempos, aprouve a Deus […] enviar o Seu Filho para nos tornar participantes da natureza divina”, por isso fez-Se homem, como os homens, assumiu na Sua divindade a nossa humanidade. Baixou à nossa condição finita, para nos abrir “a porta” para a Sua transcendência. Da Sua vida mortal recordamos sempre que passou fazendo o bem, socorrendo todos os que necessitavam, curando todas as enfermidades, do corpo e do espírito. Antes de sofrer a morte por nós, para nos restituir à vida divina, pois é, com efeito, na Sua Morte e Ressurreição que nos introduz na vida divina, fez-Se alimento por nós. Quis permanecer na espécie do Pão e do Vinho, na Eucaristia, que deixou aos Seus com o mandato de a celebrarem em Sua memória. Não deixou grandes exigências, pediu apenas que como Ele fez, fizéssemos também. O testemunho com que hão-de reconhecer que O seguimos é o amor que temos uns para com os outros, amando-nos como Ele nos amou. “E sabemos que O amamos se nos amamos uns aos outros”.
O dar a vida por todos e cada um de nós constitui o centro de toda a jornada de Jesus Cristo no meio de nós. Centro pela importância inigualável de um Deus, o Único Deus, que não bastando ainda a humilhação de Se fazer da mesma condição, aceita dar a Sua vida para nos libertar das nossas imperfeições, para mostrar a certeza de que a vida eterna começa já. Se o rosto de um Cristo que sofreu por nós, derramando o Seu sangue até à ultima gota nos impressiona, mais nos faz pensar a realidade gloriosa da Sua Ressurreição. Ressurreição que é para nós garantia da nossa mesma ressurreição, certeza da vida eterna, do amor de Deus para connosco, mas à qual acedemos apenas pela fé. Cristo Ressuscitado passou pela Cruz, pela Morte, mas venceu. A Sua vitória é mais, é a vitória do Seu amor sobre o mal no mundo, sobre o nosso pecado, sobre a nossa infelicidade. A claridade e o brilho do Seu rosto glorioso são o de Alguém que triunfa de tudo aquilo que nós sozinhos não conseguiríamos nunca vencer. O Seu esplendor passa a mostrar aquilo que nós esperávamos sem certeza, mas que n’Ele temos por certo: o viver eternamente no Amor que é Deus. Um Amor tão grande que O leva a “transbordar” ao ponto de Se entregar por cada um, pela Sua Criação. Mas o Seu rosto é já glorioso, está já liberto daquilo que é finito, é o rosto de um homem que vive já a plenitude da vida divina. É inevitável o contraste entre a Luz e as sombras. O Seu rosto é Luz e n’Ele não há trevas. Mas também o mundo e a nossa realidade desde então gozam deste início da vida eterna, deste início da Páscoa de todos e de toda a Criação.
Assim, Ele mostra-Se hoje de novo no calvário daqueles que sofrem injustiças, daqueles que não são felizes, de todos quantos cometemos faltas, de tudo o que se deixa submeter ao mal e ao pecado. Como O ignorar no preso, no doente, numa criança desprotegida, num vagabundo, num abandonado, naquele que é perseguido, em quantos são mortos sem razão, no que vive a guerra sem culpa, em tantos homens e tantas mulheres que desesperam nas suas vidas?! Ele está aí. Hoje esse é o Seu Rosto de Cristo sofredor.
Mas de tudo isto Ele triunfou, sabemos que tudo isto teve tem e terá solução em Deus. a Ressurreição de Jesus Cristo é a vitória sobre tudo isto, a prova determinante do poder de Deus sobre tudo e todos. Por isso o Seu rosto é um rosto já glorioso, que vemos mais facilmente nas situações agradáveis. Ele está ressuscitado em quantos vivem e amam a vida, em quantos são felizes, em quantos lutam pela justiça, pela verdade, dão a vida pelos seus semelhantes, em quantos salvam os que sofrem, no sorriso das crianças, mas também nas lágrimas de felicidade dos adultos... a Sua ressurreição abriu caminho a tudo isto, e começou o fim de tudo o que pesa sobre nós e sobre toda a criação.
O Seu rosto é também hoje a Igreja. A Igreja continua visivelmente aquelas acções de libertação, salvação, cura, reintegração que Jesus Cristo, Ele mesmo, fez na Sua jornada terrena. Sacramentalmente está presente na Eucaristia, que a Igreja, a comunidade dos crentes, celebra, ao mesmo tempo que ela nasce continuamente da Eucaristia, pois ninguém dá o que não tem... Se tantas vezes, porque homens e mulheres de condição finita, não fazemos o que Ele fez, é aí de novo que Ele se mostra crucificado, foi por isso que Ele deu a vida...
Veio a primeira vez na humildade da natureza humana, e de novo vem em cada Homem e em cada tempo, para que de novo O acolhamos nas nossas vidas, tão realmente como na Eucaristia. Onde dois ou três continuam a rezar, Ele vem. Quando se repõe a paz, o amor e a justiça, Ele está. No mais pequeno gesto de doação, Ele dá de novo a vida.Na simplicidade de um olhar puro, mostra-Se de novo ressuscitado como depois da Páscoa aos discípulos. No amor verdadeiro com que deixamos inundar os nossos corações, Ele continua presente para sempre, e faz de nós morada de Deus. O mesmo Deus que continua a amar tanto a Sua criatura, que nunca a abandona, e continuamente a chama para que O conheça e se saiba amada por Ele.
Eis o rosto de Jesus Cristo hoje: um rosto do Deus Amor, que não pode senão amar.
19 dezembro 2007
04 dezembro 2007
"Maranatha"
Luz terna suave, leva-me mais longe
E quando faltar apenas um passo para a Ti chegar
Mostra-me o Calor que aquece...
A Luz que não se apaga...
E é essa praia onde tenho de chegar
que me continua todos os dias a fazer navegar...
Na verdade, nem sempre foi como hoje que te peço
mas ao fim terei abrigo e acesso
Ao Teu porto seguro, á Tua plena luz...
Dá-me a Tua mão e não terei medo
Meus passos a andar hão-de ser firmes
se Tu me deres a mão...
Luz terna, suave no meio da noite...
Esta é a noite... Vai raiar nova madrugada...
Depois de um dia virá a noite, e da noite
virá o dia que não mais se apaga...
Na noite desta vida, com ténue luz acesa,
esperamos alegres
Maran-thá!
27 novembro 2007
Uma Imagem do Reino...
08 novembro 2007
Eu, Job, ou Job e a nossa própria existência
Invoco-Te e não me respondes. Procuro-Te e não apareces. Estás antes diante dos ímpios. Os caprichos deles têm o seu cumprimento. Os anseios de alguém justo não passam disso mesmo. Dás-me e tiras. Mas não é por isso que Te peço contas. Preocupa-me antes o Teu silêncio. Todos me dizem que vale mais abandonar-Te. Tudo me aconselha a que deixe de crer em Ti. Interrogam-me sobre as minhas acções. Querem ver nelas a causa da minha inquietação. Até o mais íntimo se levanta contra Ti...
Mas continuo inocente. E se de todo não o sou, eis que venho a Ti com as mãos estendidas. Eis que me coloco diante de Ti como um pano nas mãos de uma lavadeira, para que afastes de mim toda a iniquidade. Lava-me e ficarei branco.
Não poderei acaso compreender-Te? Apresenta-Te diante de mim. Dá-me as Tuas razões. Deliberemos juntos. Finalmente Te mostras. Eis que Te escuto:
“Quem te criou, ò criatura pequena?!
De onde vem tudo o que tens?
Acaso não fui Eu que infundi o Meu sopro em ti?
Porque haverias de dominar uma obra que não é tua?!
Voltas agora as tuas palavras contra Mim,
Acaso não é no Meu colo que te refugias, ò homem?
Não sou Eu que preparo tudo o que precisas?
Responde-Me agora tu, que te atreves a questionar-Me, a Mim, o Senhor do Universo!
Dá tu mesmo solução aos teus problemas,
se acaso fores capaz!
Entende tu mesmo o mundo,
se acaso estás nele sem Mim.
Rejeita agora o Meu amor como costumas fazer.
Fiz aliança contigo mas tu ousas quebrá-la.
Não és fiel, mas esqueces que Eu Sou.
Tens um coração de pedra
e queres arrancar o coração de carne que para ti criei.
Acarinho-te e tu maltratas-me.
Chamo-te mas tu não Me respondes.
Dizes que não te ouço,
mas tu é que não falas comigo,
Eu que sempre te escuto.
Que compreendes tu da tua própria vida?
Não segues os Meus caminhos.
A fonte de que bebes não é a minha.
Dei-te o mundo. Que fazes dele?
Eu, o Senhor, fiz-Me um como tu,
para te mostrar que podes ser como Eu.
Amei-te com amor eterno.
É assim que me pagas?!
Procura-Me, pois eu deixo-Me encontrar.
Encontra-Me pois tens em ti a Minha imagem.
Ama-Me porque Eu já te dei o exemplo.
Mas se mesmo assim Me rejeitares,
Eis que Me coloquei no mais íntimo de ti,
Como um mapa, para que saibas que estou no teu caminho,
Eu, o Senhor.
Eis que estou sempre contigo,
Eis que a Minha graça vale mais que a vida.”
29 outubro 2007
Diário (5)
Não falem!
Prefiro antes que se calem...
Vivo como quiser
mesmo se não quanto quero fizer.
Falar já eu falei...
leiam o que escrevi!
afinal escrevi tudo quanto vi
mas não vi tudo o que vivi.
E se quiserem mesmo assim falar
procurem bem entender
aquilo que eu quis esconder
quando disse: vivi apenas para amar.
Procurem-me talvez junto de Deus
e encontrem-me nestas linhas
- e que nem estas são minhas -
pois até os que estão com Ele são Seus.
"Meu Deus tende compaixão de mim que sou pecador"
25 outubro 2007
Uma interrogação
24 outubro 2007
E eu?
Que pensador não mente?!
Nunca põe em verso quanto sente
Não usa as palavras para falar...
Disfarça... oculta... confunde
mas fala, diz o que sente.
Mente.
Não iriam compreender.
Ele entende os outros,
quem me entende a mim?
22 outubro 2007
Diário (4)
15 outubro 2007
"Morro porque não morro", Teresa de Ávila
12 outubro 2007
Diário (3)
10 outubro 2007
Diário (2)
Deus de quem afastar-se é cair, a quem dirigir-se é levantar-se, em quem permanecer é estar firme, a quem voltar é renascer, em quem habitar é viver.Sto. Agostinho, Soliloquios I, 1,3 PL32, 870
Na verdade sinto que quando me afasto de ti caio. Ajuda-me a ir para ti, que eu me possa levantar para ficar em ti, para que firme, tendo voltado a ti renasça, e habitando em ti de facto viva!
05 outubro 2007
01 outubro 2007
Ela compreendeu...
O amor é a chave da minha vocação. Compreendi que se a Igreja tinha um corpo, composto de direferentes membros, não poderia faltar-lhe o mais necessário e mais nobre de todos. Compreendi que a Igreja tinha um coração e que esse coração está ardente de amor. Então, no auge da minha alegria exclamei: Jesus, amor meu... finalmente encontrei a minha vocação. A minha vocação é o amor. No coração da Igreja, minha Mãe, eu serei o Amor...
24 setembro 2007
"Tende cuidado com a maneira como ouvis"
22 setembro 2007
Há coisas do outro mundo...
21 setembro 2007
Diário (1)

Em momentos tais, apetece gritar como aquele que se sente abandonado na beira do caminho: Jesus, Jesus! Preciso de Ti...
17 setembro 2007
Diário (0)
09 agosto 2007
As férias são ocasião de oração...
23 julho 2007
Confio em Te abraçar
Sem que ninguém
Nada, nem mesmo o silêncio,
Me pudesse distrair de Ti.
Então amar-Te-ia como os santos,
Sem nunca Te deixar,
Amar-Te seria para mim
Um suave respirar:
Suave…
Como respirar para viver.
Paz no coração,
Encontrar-Te, na solidão,
Um Amor que já é,
Um Amor para amar.
Não sou santo…
Nem muito, nem tanto,
Mas busco-Te como Luz nos meus dias,
Como sol no meu horizonte,
Desde a manhã, a iluminar
Esta fronte...
Mesmo assim confio
Em Te abraçar,
Quando Te encontrar,
Como filho muito amado
De um Pai, que tinha abandonado.
27 de Maio 2007.
16 julho 2007
Em arrumações...
05 julho 2007
O "meu" Salmo 24
Que eu não me deixe confundir, nem de mim possam rir os inimigos
Não são confundidos nunca os que esperam em Ti
São sim confundidos aqueles que ignoram o que eles mesmos dizem…
Mostra-me Senhor os Teus caminhos, ensina-me as Tuas veredas
Guia-me na Tua verdade, e ensina-me,
Tu és Deus, meu salvador, em Ti espero sempre
Lembra-Te e tem compaixão de mim
A Tua graça é eterna
Não Te lembres das minhas faltas,
Os pecados da minha juventude,
Lembra-Te antes de mim com a Tua compaixão
Por causa da Tua bondade
Tu, meu Deus, és bom e recto:
Ensina o caminho a este pobre pecador
Orienta os humildes na justiça
E dá-lhes a conhecer os teus caminhos
Todos os Teus caminhos são misericórdia e fidelidade
Para os que guardam a Tua aliança e os Teus preceitos
Por amor do Teu Nome
Perdoa o meu pecado, por maior que seja.
Quem é o homem que teme ao Senhor?
A este ensinas o caminho a seguir
Ele há-de viver feliz

E a sua posteridade há-de possuir a Terra
São amigos do Senhor os que O respeitam
E Ele lhes dá a saber o Seu amor
Os meus olhos estão postos n’Ele
Pois Ele livra os meus pés da armadilha
Olha para mim e tem compaixão
Estou só e desprotegido
Alivia o meu coração
E livra-me dos meus tormentos.
Olha a minha miséria e inquietações
E apaga todos os meus pecados
Vê como são numerosos os meus inimigos
E com o ódio que eles me importunam
Defende a minha alma e livra-me:
Nunca me hei-de envergonhar de ter confiado em Ti
A inocência e a rectidão me ajudem
Pois foi em Ti que pus a minha esperança.
Ó Deus, liberta este Teu Israel
De todas as suas adversidades.
30 junho 2007
Let the seasons begun...
E porque é altura de clarificar as coisas...
Fim do... ano lectivo...
20 junho 2007
Entra no teu quarto... fecha a porta... Ele te dará a recompensa...
Procuro-Te,
a Ti busco,
quero fazer a Tua vontade,
quero fazer tudo
para que em tudo sejas mais louvado,
e para que Te glorifiquem.
Que vendo as pequenas gotas do meu esforço,
esta vontade de cada dia Te procurar,
Te louvar,
Te agradecer...
possam desejar como eu,
recolhido no íntimo do meu ser,
que desejo amar-Te,
até ao Dia eterno,
até que possa cantar sem fim
que o Teu amor, Tu meu Senhor,
Tu, na verdade, és para sempre...
Acolhe o meu desejo,
dá-me a vida segundo a Tua promessa,
pois a Ti me abandono,
em Ti meu refúgio. Amén.
14 junho 2007
Perder alguém
res de todos os limites e limitações que este mundo nos impõe, ou que a nossa existência nele comporta. A separação física é que custa, mesmo se sabemos que “do outro lado” é Deus quem nos acolhe, e que Ele está também connosco, e que portanto estamos todos juntos. Perder alguém que foi tantas vezes um amigo, um avô, um verdadeiro pai, que deu tanto de si para nós, que nos acarinhou com tudo o que tinha e era, não é na verdade perder. Prefiro pensar que é ganhar, e de facto é-o. Ganhei mais alguém junto de Deus. Obrigado Senhor pelo dom da sua vida. Obrigado pela sua presença, sinal da Tua preocupação por nós. Ele ouviu já a voz do Senhor que lhe disse: “entra na alegria do teu senhor”. Que os seus últimos dias no meio de nós, num grande sofrimento, talvez inconsciente, possam dar fruto, como o grão de trigo lançado à terra. Nunca te estarei grato o suficiente. Até que nos voltemos a reunir, permanecerá a saudade e a aparente ausência, mas confio e sei que estás nas mãos de Deus, onde também eu me quero colocar, para que, no Seu abrigo, Ele me continue a proteger. 05 junho 2007
Vale a pena a vida!!!
ham passado dezanove anos. Acabaram. Amanhã já serão vinte. E isto fez-me pensar. Sentir triste, sentir alegre, confuso, agradecido, direi para resumir que foi um turbilhão de sentimentos. É um dia importante de uma vida. Duas décadas de existência. Não sei se vale a pena ter saudades daqueles anos que já passaram, deste que termina, de outros que virão. Mas vale certamente ter esperança, a esperança que não acaba quando os anos terminarem. Sinto-me agradecido. Ao mesmo tempo confiante. Não sei o que me espera ao virar da página. Mas a alegria da vida, a força que brotada juventude e a serenidade que o tempo trás à maturidade adquirida, são coisas maravilhosas. Grito bem alto: vale a pena a vida. Vale a pena amar, sofrer, sorrir, chorar, criar, descobrir, inventar, errar, caminhar, cair, voar, nadar, saltar, correr, comer, beber, respirar, falar, calar, adorar, rezar, louvar, agradecer, conhecer, perder, ganhar, esperar, sonhar...VIVER!!! "23 maio 2007
Seduziste-me Senhor!
Senhor,
Tu agarraste-me e eu não pude resistir.
Corri durante muito tempo, mas Tu perseguias-me.
Dei voltas, entrei por desvios, mas Tu os conhecias.
Tu alcançaste-me, ganhaste.
Aqui estou, Senhor. Eu disse sim, quase sem fôlego,
Quase sem forças, e quase sem querer...
Mas, de repente, pousaste sobre mim o Teu olhar de amor.
Já não poderei mais esquecer-Te Senhor.
Num instante conquistaste-me, num instante me agarraste.
Sem Te ver, eu reconheci-Te, senti-Te sem Te tocar,
Compreendi-Te sem Te escutar.
Agora sei que estás aí, presente junto a mim, e, em paz, descanso sob o Teu olhar de amor.
Basta erguer para Ti os olhos da minha alma, para encontrar o Teu olhar.
E logo nos entendemos; tudo está claro, tudo está em paz!
17 maio 2007
Desafio...
Eu tenho: lábia para muita coisa
Eu odeio: a velhacaria astuta e manhosa
Eu sinto: cansaço neste momento
Eu imploro: paz e sossego
Eu procuro: Deus
Eu arrependo-me: de muita coisa
Eu sinto dor: pela maldade (quando a encontro)
Eu sinto a falta: de ter um coração puro e simples como uma criança
Eu importo-me: com aquilo que não tem importância
Eu sempre: acelerado
Eu acredito: no Amor que é Deus
Eu danço: sozinho se fdoir preciso, mas poucas vezes
Eu falho: porque sou humano
Eu luto: sem parar por aquilo que quero
Eu escrevo: tal e com a mesma necessidade com que respiro
Eu ganho: fôlego antes de ir a alguns sítios
Eu perco: muitas coisas
Eu confundo-me: perante o aparente progredir de tanta maldade no mundo
Eu estou: no meu quarto
Eu fico feliz: com pouco
Eu tenho esperança: na misericórdia de Deus
Eu preciso: de caminhar seguro
Eu deveria: ser mais concentrado
Eu sou: quem sou, não me arrependo de ser Eu, pensador nas horas livres, sonhador quando ocupado.
Agora lanço o desafio para:
http://oblogdoangelo.blogspot.com/
http://tocarlos.blogspot.com/
http://ardaguarda.blogs.sapo.pt/
16 maio 2007
15 maio 2007
Pensamentos dispersos na ilusão de um louco pensador

10 maio 2007
Porque o dia de Ontem, ajuda a perceber o de hoje...
07 maio 2007
Louco?!
04 maio 2007
Senhor, Tu sabes tudo

13 abril 2007
A alegria de um sepulcro vazio...
27 março 2007
Uma pequena homenagem...
Então não haverá barreiras
23 março 2007
Teologia Hoje: XXI ENET
O senhor Cardeal, que proferiu a lição de sapiência do encontro, falou-nos sob o tema “O papel das religiões na paz mundial”. D. José Saraiva Martins percorreu num primeiro momento aquilo que ele mesmo apelidou como “um complexo problema histórico”, passando à análise da situação actual, sob o horizonte socio-cultural e económico. Apresentou algumas indicações práticas, nomeadamente uma antropologia que encarasse “a pessoa humana, como coração da paz”, bem assim como o ”terrorismo zero” e o justo discernimento acerca da guerra, que “nunca pode ser caminho da paz”. Terminou apresentando o que ele mesmo apelidou de “decálogo das religiões para a paz”, sublinhando o carácter pacífico de todas as religiões. Para completar o primeiro dia do ENET, actuaram para os presentes alguns dos elementos da Tuna Masculina da UCP (Porto).
O segundo dia, depois da oração de Laudes e Eucaristia, continuou com a primeira conferência, pelo professor Santiago Guerra, sob o tema “A mística cristã no diálogo inter-religioso. Sta. Teresa de Jesus e S. João da Cruz”. A sua conferência centrou-se inicialmente nas religiões orientais, concretamente no hinduísmo, para a apresentar como ponto de referência na mística, cuja concepção se centra numa mística que é “de per si” “libertação da existência”. Da apresentação dos dois caminhos da mística oriental, o caminho do conhecimento e o caminho do amor, estabeleceu a ponte para o diálogo inter-religioso, pela concretização de exemplos de afinidade entre a mística carmelita e a mística oriental. O último ponto centrou-se na “oferta” de diálogo a partir da mística carmelita, passando por S. João da Cruz, Sta. Teresa e Sta. Teresinha. Concluiu a apresentação do tema, falando daquilo que considera ser a relação entre mística e diálogo inter-religioso, ou seja “uma dissonância harmoniosa, em vez de uma harmonia dissonante”. Na conclusão desta conferência, e como intervalo lúdico da manhã, o Grupo de Jovens da Igreja Stella Maris, dos Padres Carmelitas Descalços, executou para nós algumas poesias musicadas da autoria de S. João da Cruz, Sta. Teresa e de Sta. Teresinha. Ainda durante a manhã, conferenciou o Doutor António Couto, sob o tema “Olho por olho, dente por dente?”, apresentando além do que dimana do Texto Sagrado, as suas origens no Código de Hamurabi, a própria concepção do povo hebreu, culminando na “proposta revolucionária” de Jesus, acerca do perdão.
“Diálogo inter-religioso Cristianismo-Islão. As dificuldades no relacionamento na conjuntura actual” foi o tema da apresentação que nos fez a Prof. Doutora Maria do Céu Pinto, da UM. Sumariamente referiu os pontos de convergência entre cristianismo e Islão, nomeadamente o monoteísmo e Jesus, ou “Issa”, como uma grande figura entre os muçulmanos. Depois reportou-nos os diferentes pontos de divergência, desde a Trindade, inaceitável para o Islão, como ponto mais divergente entre cristãos e muçulmanos, até ao estatuto dos crentes de outras religiões no Islão. Ainda houve tempo durante a tarde para a apresentação das Escolas Teológicas presentes: Porto e Vila Real, Guarda, Viseu e Lamego. Estiveram também presentes no encontro as escolas de Braga e Coimbra. O dia terminou com um concerto de oração, com a Claudine Pinheiro, que integra o projecto dos Salesianos “Água Viva”.
O último dia de encontro teve o seu ponto alto na Eucaristia de Encerramento do ENET, na Sé Catedral do Porto, presidida pelo Director da FT (Porto), Cónego Doutor Jorge Teixeira da Cunha, e no almoço de encerramento e plenário realizados na Pousada da Juventude, também no Porto. Na homilia da Eucaristia, o director da FT que acolheu o XXI ENET, mais uma vez felicitou a organização e sublinhou o orgulho da Faculdade em ser a casa que acolheu e preparou este encontro. “Somos uma minoria, mas temos entre mãos uma grande tarefa e vocação, que é a de levar Deus aos Homens de hoje!” sublinhou. De facto os caminhos da teologia vivem momentos de incerteza a nível institucional, onde se debate a organização das escolas de teologia. E pese embora o problema de permanecer dispersos ou juntos, ou o da formação, ou não, a nível universitário, ou o carácter “pastoral” da teologia, cuja proximidade das pessoas a quem serve pode ser um ponto importante, “sem reunião de esforços não podemos ter qualidade”. E a qualidade é tornar a teologia a “alma pastoral”, o fundamento da competência dos ministros da Igreja, a preparação dos servidores do Povo de Deus e da sociedade, com a forma que o Espírito Santo vier a inspirar, “tornando-se o centro de uma espiritualidade feliz”.
Como em todos os ENET’s, o convívio, a formação, o estabelecer laços de amizade entre os alunos de todo o país, foi mais uma vez a marca deste encontro. O último tinha sido organizado na Guarda, e talvez por isso, depois da Escola organizadora, foi a escola que marcou presença em maior número. É pena, que neste encontro, como em todos os anteriores, nunca seja possível contar com a presença de todas as escolas teológicas do país. Pese embora esta fractura na FNAET, penso poder afirmar que este encontro foi reflexo e participação visível da comunidade de estudantes de teologia a nível nacional. Felicitações à Organização. Parabéns a todos nós que acolhemos o apelo e participamos no encontro. Que possamos contar com uma maior união entre escolas, optimizando este “pequeno grupo” de estudantes de teologia a nível nacional, para que possamos ser “sal da terra, e luz do mundo” (Mt 5, 13-16). Foi grata esta visita à “mui nobre e sempre leal cidade”, e agradecemos profundamente o empenho daqueles que organizaram o XXI ENET. Aguardamos certamente as Conclusões do encontro, e esperamos que possam mais escolas de teologia continuar a acolher este desafio que a comunidade de teólogos, através da FNAET continua lançar a todas, para que “activamente continue a manifestar da unidade de escolas, na diversidade que é por si promotora da identidade de cada escola académica”, como sublinhou o presidente da FNAET, Rui Mota Alves.




